INTRODUÇÃO:
“Falava uns dias atrás com um amigo, um pouco mais velho do que eu. Na conversa, apareceram coisas de quando éramos pequenos.... Um pouco emocionado me disse: Ainda recordo quando, sendo criança, minha mãe dava-me um beijo antes de dormir, depois de ajudar-me a rezar as orações da noite. Eu vivia contente e feliz por sentir-me amado por minha mãe. Meu pai também tinha detalhes que me agradavam muito. No inverno, junto ao fogo, sentava-me em seu colo. Então, contava-me muitas coisas de suas viagens, de quando era jovem e o quanto teve que trabalhar para levar adiante sua vida. Recordo aqueles momentos com muitas saudades. Ficava esperando meu pai voltar do trabalho, com a expectativa de que me contasse muitas histórias.....
E como estão seus pais, agora?, lhe perguntei. – Estão muito velhos, me disse; minha mãe está bem doente, já não se levanta mais da cama. Os dois vivem comigo. Meu pai, quando estou no trabalho, cuida dela com todo o amor e carinho”.
O amor destes pais para com seu filho, e os detalhes de amor que tinham entre si estes esposos, nos fazem pensar na grandeza do sacramento do Matrimônio. Sabemos agradecer o que nossos pais fazem ou já fizeram por nós? Ajudamos-lhes em suas necessidades? Procuramos tornar-lhes a vida mais agradável? Lembramos de rezar por eles todos os dias?
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. Instituição do matrimônio no paraíso terrestre
O livro do Gênesis ensina que Deus o ser humano, homem e mulher, com o encargo de
procriar e multiplicar-se: “Homem e mulher os criou, e Deus os abençoou dizendo-lhes: Crescei e multiplicai-vos e enchei a terra” (Gênesis 1,27-28). Assim, Deus instituiu o matrimônio, e o instituiu – tendo como fim principal – para que tivessem filhos e educassem-nos; e como fim secundário, para que os esposos se ajudem entre si: porque “não é bom que o homem esteja só, vou fazer-lhe uma ajuda semelhante a ele” (Gênesis 2,18).
Como conseqüência, o matrimônio é algo sagrado por sua mesma natureza, e os esposos são colaboradores de Deus participando do poder divino de dar a vida, ao preparar o corpo dos novos seres nos quais Deus infunde a alma criada a sua imagem e semelhança, destinados a dar-lhe glória e a gozar com Ele no céu.
2. O matrimônio, sacramento cristão
Jesus Cristo elevou à dignidade de sacramento o matrimonio instituído no início da
humanidade. O matrimônio entre cristãos é a imagem da união de Jesus Cristo com sua Igreja. A tradição cristã viu na presença de Jesus nas bodas de Caná uma confirmação do valor divino do matrimônio.
Portanto, entre cristãos, só existe um verdadeiro matrimônio: o que Jesus Cristo santificou e elevou à dignidade de sacramento. Por isto, nenhum católico pode contrair tão somente o chamado “matrimônio civil”; tal união não seria válida, já que não tem maior valor do que o de uma simples cerimônia legal perante a lei civil. Entre católicos só é válido o matrimônio-sacramento contraído perante a Igreja.
3. As propriedades do matrimônio
O matrimônio, tanto na condição de instituição natural como na de sacramento cristão, está
Revestido de duas propriedades essenciais: a unidade e a indissolubilidade.
Unidade quer dizer que o matrimônio é a união de um só homem com uma única mulher: “Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne” (Gênesis 2,24).
Indissolubilidade quer dizer que o vínculo conjugal não pode desatar-se nunca: “O que Deus uniu o homem não o separe”, diz o Evangelho (Mateus 19,6; 5,32; Lucas 16,18). O divórcio, pois, está proibido. Deus assim o quis por várias razões: pelo bem dos filhos; pelo bem , a felicidade e a segurança dos esposos, que desaparece quando o divórcio é introduzido nas sociedades; pelo bem de toda a sociedade humana, pois a humanidade se compõe de famílias, e quanto mais sólidas e estáveis sejam, maior será a ordem e o bem estar da sociedade e dos indivíduos.
4. Efeitos do sacramento do matrimônio
O sacramento do matrimônio aumenta a graça santificante naqueles que o recebem. É
necessário recebe-lo, pois, em estado de graça; senão, comete-se um sacrilégio, ainda que o matrimônio seja válido.
Também comunica os auxílios especiais que os esposos necessitam para santificar-se dentro do matrimônio, para educar a seus filhos e cumprir os deveres que contraem ao casar-se. Estes deveres são, para com eles mesmos: amar-se e respeitar-se, guardar a fidelidade e ajudar-se mutuamente; em relação aos filhos: alimenta-los, vesti-los, educa-los religiosa, moral e intelectualmente e assegurar seu futuro.
Os ministros do sacramento sãos os mesmos contraentes; contudo, deve ser celebrado ante testemunhas, perante o pároco ou um seu delegado. Senão, o casamento é inválido.
5. O matrimônio, caminho de santidade
O sacramento do matrimônio concede aos esposos as graças necessárias para que se
santifiquem e santifiquem os outros. É dever de toda a família – também dos filhos – facilitar este clima humano e cristão, através do qual se consegue que os lares sejam luminosos e alegres, sacrificando-se para se obter as virtudes humanas e sobrenaturais de uma família que começou santificada com um sacramento.
6. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
• Esforçar-se por tornar agradável a vida das pessoas da própria família.
• Estimar muito este sacramento e ajudar a que os demais o entendam e também agradeçam a Deus.
fonte: catecismo da igreja católica
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O SACRAMENTO DA ORDEM
INTRODUÇÃO:
O Batismo, Confirmação e Eucaristia são os sacramentos da iniciação cristã, que põem os fundamentos da vocação comum dos cristãos: vocação à santidade e à evangelização do mundo. Estes sacramentos, junto com a Penitência e a Unção dos enfermos, proporcionam a cada fiel as graças necessárias para viver como cristãos e alcançar o céu.
Para as necessidades sociais da Igreja e da comunidade civil, Jesus Cristo instituiu a Ordem sacerdotal e o Matrimônio, ordenados à salvação dos demais; por isso são conhecidos como sacramentos a serviço da comunidade. Comecemos pelo sacramento da Ordem.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. Todos os cristãos participam, de maneira distinta, do único sacerdócio de Cristo
Jesus Cristo – verdadeiro e supremo sacerdote da Nova Aliança – nos reconciliou com
Deus por meio do sacrifício da cruz, sendo sacerdote e vítima. Mas, tendo de continuar o sacrifício, o Senhor quis comunicar à Igreja uma participação de seu sacerdócio, que se alcança mediante o sacramento da Ordem. Esta participação singular se conhece como sacerdócio ministerial, que capacita para atuar na pessoa de Cristo, Cabeça da Igreja: os bispos e os presbíteros.
Mas é preciso dizer que a Igreja inteira, fundada por Cristo, é um povo sacerdotal, de modo que – pelo batismo – todos os fiéis participam do sacerdócio de Cristo. Esta outra participação chama-se sacerdócio comum dos fiéis.
2. O sacerdócio comum e o ministerial são essencialmente diversos
O sacerdócio ministerial difere essencialmente, não só em grau, do sacerdócio comum dos
fiéis, porque confere um poder sagrado para o serviço dos irmãos. Os que receberam o sacramento da Ordem são ministros de Cristo, instrumentos através dos quais Ele se serve para continuar no mundo sua obra de salvação. Tal obra é levada adiante por meio do ensino, do culto divino e do governo pastoral.
3. A instituição do sacramento da Ordem
Cristo escolheu seus Apóstolos e na última Ceia instituiu o sacerdócio da Nova Aliança.
Aos Apóstolos e a seus sucessores no sacerdócio ordenou que renovassem na Missa o sacrifício da cruz; e com estas palavras: “Fazei isto em minha memória” (Lucas 22,19), os instituiu sacerdotes do Novo Testamento. No dia da Ressurreição conferiu-lhes também o poder de perdoar ou reter os pecados, outorgando-lhes o poder que Ele tinha.
Como os Apóstolos sabiam que o sacerdócio deveria continuar na Igreja depois deles morrerem, depois de evangelizar uma cidade e antes de deixa-la, impunham as mãos a outros, comunicando-lhes o sacerdócio (cf 2 Timóteo 1,6; Atos 14,23).
4. Os três graus do sacramento da Ordem
O sacramento da Ordem consta de três graus subordinados um ao outro. O episcopado e o
presbiterado são diversas formas de participação ministerial no sacerdócio de Cristo; o diaconato, está destinado a ajudar e a servir as outras ordens. Por isso, o termo sacerdote designa os bispos e os presbíteros, mas não os diáconos. Os três graus são conferidos pelo sacramento da Ordem.
Normalmente, quando se fala de sacerdotes se entende que se fala dos presbíteros, e nos números que se seguem nos referiremos a eles, ainda que algumas coisas possam ser aplicadas também aos bispos e diáconos.
5. O sacerdote é um homem consagrado a Deus para sempre
Em virtude do sacramento da Ordem o sacerdote é ministro de Cristo, mediador entre
Deus e os homens para dar culto a Deus – adoração, ação de graças, satisfação e impetração – para comunicar a graça aos seres humanos.
Os poderes que lhe são outorgados, que nem mesmo os anjos possuem, não são passageiros, mas permanentes. As pessoas que recebem este sacramento recebem um caráter indelével e são sacerdotes para sempre. O caráter distingue o ordenado dos demais fiéis: participa do sacerdócio de Cristo de um modo essencialmente distinto. Junto com o caráter recebe outras graças na consagração sacerdotal para assemelhar-se com Cristo, de maneira que de todo o sacerdote pode-se dizer que é outro Cristo.
Este sacramento só pode ser recebido por homens batizados que reúnam as devidas condições.
6. Ministério dos sacerdotes
Vimos que o sacerdócio dá a potestade para exercer o sagrado ministério, que visa o culto
a Deus e a saúde das almas. As manifestações principais do ministério dos sacerdotes são:
a) Pregar a Palavra de Deus. O sacerdote exerce este ministério quando prega a homilia dentro da Missa, ao dar catequese e em múltiplas ocasiões: meditações, retiros, aulas de formação, etc..
b) Administrar os sacramentos e especialmente celebrar a Santa Missa. Desde que o cristão nasce até que morra, está junto dele o sacerdote ajudando-o com os sacramentos. Mas o ministério principal dos sacerdotes é a celebração do santo sacrifício da Missa.
c) Guiar o povo cristão para a santidade. Os sacerdotes tem a missão e o dever de apascentar como bons pastores a grei que lhes foi confiada pelo bispo: com a oração e a mortificação, ajudando-lhes em suas necessidades, acompanhando-lhes nos momentos difíceis e com a insubstituível tarefa da direção espiritual, para que possam ser tirados os obstáculos que lhes impeçam de receber a graça de Deus.
d) Dirigir ao Senhor a oração oficial da Igreja com a oração da Liturgia das Horas. Se todos os seres humanos devem rezar para honrar a Deus e pedir-lhe por tantas necessidades, com maior motivo deve faze-lo o sacerdote. Palpa como nenhuma outra pessoa as misérias e as necessidades verdadeiras dos demais. Por isso, a Igreja ordenou que os sacerdotes rezem diariamente o Ofício Divino. É um clamor que sobe continuamente da terra ao céu, de tal modo que se pode dizer que durante as vinte e quatro horas do dia a Igreja está rezando oficialmente, por meio de seus ministros.
7. A missão espiritual do sacerdote
De tudo o que até agora temos visto se deduz que a missão do sacerdote no mundo é
fundamentalmente espiritual: conduzir a humanidade a Deus, educando na fé e dando a graça de Cristo contida nos sacramentos. O sacerdote é servidor de toda a comunidade cristã e elemento de unidade. É lógico que seja distinguido, inclusive no seu porte externo, como ordena a Igreja, e que tenha o dia completamente cheio com sua atividade sacerdotal, sem tempo para dedicar-se a outras coisas, e muito menos interferindo nas tarefas que são próprias dos fiéis leigos.
8. Deveres dos fiéis para com os sacerdotes
Sendo tão grande a dignidade do sacerdote e tão essencial sua função na Igreja, é lógico
que os pais deixem seus filhos em plena liberdade para seguir a vocação sacerdotal se Deus os chamasse. Os fiéis devem rezar para que Deus se digne conceder à sua Igreja bons pastores e ministros zelosos. Devem professar um grande respeito, veneração e amor aos sacerdotes, considerando-os como o que de fato são: ministros de Cristo, pais e pastores das almas. Por isso devem ajuda-los também com generosidade em suas necessidades materiais.
9. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
• Pedir que se possa ter muitos sacerdotes santos, e receber com alegria a vocação ao sacerdócio, se Deus chamar.
• Tratar com carinho e respeito a todos os sacerdotes.
fonte: CIC
O Batismo, Confirmação e Eucaristia são os sacramentos da iniciação cristã, que põem os fundamentos da vocação comum dos cristãos: vocação à santidade e à evangelização do mundo. Estes sacramentos, junto com a Penitência e a Unção dos enfermos, proporcionam a cada fiel as graças necessárias para viver como cristãos e alcançar o céu.
Para as necessidades sociais da Igreja e da comunidade civil, Jesus Cristo instituiu a Ordem sacerdotal e o Matrimônio, ordenados à salvação dos demais; por isso são conhecidos como sacramentos a serviço da comunidade. Comecemos pelo sacramento da Ordem.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. Todos os cristãos participam, de maneira distinta, do único sacerdócio de Cristo
Jesus Cristo – verdadeiro e supremo sacerdote da Nova Aliança – nos reconciliou com
Deus por meio do sacrifício da cruz, sendo sacerdote e vítima. Mas, tendo de continuar o sacrifício, o Senhor quis comunicar à Igreja uma participação de seu sacerdócio, que se alcança mediante o sacramento da Ordem. Esta participação singular se conhece como sacerdócio ministerial, que capacita para atuar na pessoa de Cristo, Cabeça da Igreja: os bispos e os presbíteros.
Mas é preciso dizer que a Igreja inteira, fundada por Cristo, é um povo sacerdotal, de modo que – pelo batismo – todos os fiéis participam do sacerdócio de Cristo. Esta outra participação chama-se sacerdócio comum dos fiéis.
2. O sacerdócio comum e o ministerial são essencialmente diversos
O sacerdócio ministerial difere essencialmente, não só em grau, do sacerdócio comum dos
fiéis, porque confere um poder sagrado para o serviço dos irmãos. Os que receberam o sacramento da Ordem são ministros de Cristo, instrumentos através dos quais Ele se serve para continuar no mundo sua obra de salvação. Tal obra é levada adiante por meio do ensino, do culto divino e do governo pastoral.
3. A instituição do sacramento da Ordem
Cristo escolheu seus Apóstolos e na última Ceia instituiu o sacerdócio da Nova Aliança.
Aos Apóstolos e a seus sucessores no sacerdócio ordenou que renovassem na Missa o sacrifício da cruz; e com estas palavras: “Fazei isto em minha memória” (Lucas 22,19), os instituiu sacerdotes do Novo Testamento. No dia da Ressurreição conferiu-lhes também o poder de perdoar ou reter os pecados, outorgando-lhes o poder que Ele tinha.
Como os Apóstolos sabiam que o sacerdócio deveria continuar na Igreja depois deles morrerem, depois de evangelizar uma cidade e antes de deixa-la, impunham as mãos a outros, comunicando-lhes o sacerdócio (cf 2 Timóteo 1,6; Atos 14,23).
4. Os três graus do sacramento da Ordem
O sacramento da Ordem consta de três graus subordinados um ao outro. O episcopado e o
presbiterado são diversas formas de participação ministerial no sacerdócio de Cristo; o diaconato, está destinado a ajudar e a servir as outras ordens. Por isso, o termo sacerdote designa os bispos e os presbíteros, mas não os diáconos. Os três graus são conferidos pelo sacramento da Ordem.
Normalmente, quando se fala de sacerdotes se entende que se fala dos presbíteros, e nos números que se seguem nos referiremos a eles, ainda que algumas coisas possam ser aplicadas também aos bispos e diáconos.
5. O sacerdote é um homem consagrado a Deus para sempre
Em virtude do sacramento da Ordem o sacerdote é ministro de Cristo, mediador entre
Deus e os homens para dar culto a Deus – adoração, ação de graças, satisfação e impetração – para comunicar a graça aos seres humanos.
Os poderes que lhe são outorgados, que nem mesmo os anjos possuem, não são passageiros, mas permanentes. As pessoas que recebem este sacramento recebem um caráter indelével e são sacerdotes para sempre. O caráter distingue o ordenado dos demais fiéis: participa do sacerdócio de Cristo de um modo essencialmente distinto. Junto com o caráter recebe outras graças na consagração sacerdotal para assemelhar-se com Cristo, de maneira que de todo o sacerdote pode-se dizer que é outro Cristo.
Este sacramento só pode ser recebido por homens batizados que reúnam as devidas condições.
6. Ministério dos sacerdotes
Vimos que o sacerdócio dá a potestade para exercer o sagrado ministério, que visa o culto
a Deus e a saúde das almas. As manifestações principais do ministério dos sacerdotes são:
a) Pregar a Palavra de Deus. O sacerdote exerce este ministério quando prega a homilia dentro da Missa, ao dar catequese e em múltiplas ocasiões: meditações, retiros, aulas de formação, etc..
b) Administrar os sacramentos e especialmente celebrar a Santa Missa. Desde que o cristão nasce até que morra, está junto dele o sacerdote ajudando-o com os sacramentos. Mas o ministério principal dos sacerdotes é a celebração do santo sacrifício da Missa.
c) Guiar o povo cristão para a santidade. Os sacerdotes tem a missão e o dever de apascentar como bons pastores a grei que lhes foi confiada pelo bispo: com a oração e a mortificação, ajudando-lhes em suas necessidades, acompanhando-lhes nos momentos difíceis e com a insubstituível tarefa da direção espiritual, para que possam ser tirados os obstáculos que lhes impeçam de receber a graça de Deus.
d) Dirigir ao Senhor a oração oficial da Igreja com a oração da Liturgia das Horas. Se todos os seres humanos devem rezar para honrar a Deus e pedir-lhe por tantas necessidades, com maior motivo deve faze-lo o sacerdote. Palpa como nenhuma outra pessoa as misérias e as necessidades verdadeiras dos demais. Por isso, a Igreja ordenou que os sacerdotes rezem diariamente o Ofício Divino. É um clamor que sobe continuamente da terra ao céu, de tal modo que se pode dizer que durante as vinte e quatro horas do dia a Igreja está rezando oficialmente, por meio de seus ministros.
7. A missão espiritual do sacerdote
De tudo o que até agora temos visto se deduz que a missão do sacerdote no mundo é
fundamentalmente espiritual: conduzir a humanidade a Deus, educando na fé e dando a graça de Cristo contida nos sacramentos. O sacerdote é servidor de toda a comunidade cristã e elemento de unidade. É lógico que seja distinguido, inclusive no seu porte externo, como ordena a Igreja, e que tenha o dia completamente cheio com sua atividade sacerdotal, sem tempo para dedicar-se a outras coisas, e muito menos interferindo nas tarefas que são próprias dos fiéis leigos.
8. Deveres dos fiéis para com os sacerdotes
Sendo tão grande a dignidade do sacerdote e tão essencial sua função na Igreja, é lógico
que os pais deixem seus filhos em plena liberdade para seguir a vocação sacerdotal se Deus os chamasse. Os fiéis devem rezar para que Deus se digne conceder à sua Igreja bons pastores e ministros zelosos. Devem professar um grande respeito, veneração e amor aos sacerdotes, considerando-os como o que de fato são: ministros de Cristo, pais e pastores das almas. Por isso devem ajuda-los também com generosidade em suas necessidades materiais.
9. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
• Pedir que se possa ter muitos sacerdotes santos, e receber com alegria a vocação ao sacerdócio, se Deus chamar.
• Tratar com carinho e respeito a todos os sacerdotes.
fonte: CIC
SACRAMENTO DA UNÇÃO DOS ENFERMOS
INTRODUÇÃO:
Com o sacramento da Unção dos enfermos a Igreja acode em ajuda a seus filhos que começam a estar em perigo de vida, por enfermidade grave ou velhice. Nestes momentos difíceis e importantes da vida – quando ventila-se o destino eterno do ser humano - , Deus não nos deixa sozinhos, mas faz-se presente para nos socorrer com sua graça e sua misericórdia. O sacramento da Unção dos enfermos proporciona ao cristão a graça para vencer as dificuldades inerentes ao estado de enfermidade grave ou velhice.
Uma coisa que deve preocupar a qualquer cristão será a de receber este sacramento – ele ou o familiar ou o amigo – no momento oportuno, valorizando a ajuda que pode prestar a quem o necessita.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. O cristão frente à enfermidade e à morte
A morte chega inevitavelmente a cada ser humano, porque, - queiramos ou não – é o
desenlace natural da existência. Normalmente, chega com a enfermidade grave ou por causa da velhice.
Para afrontar com dignidade e proveito este momento da vida, Deus socorre o cristão com a Unção dos enfermos, remédio e ajuda poderosa para saber levar com Cristo a enfermidade e sair ao passo da morte fortalecidos com a graça especial do sacramento. Mesmo que encontre ainda em alguns fiéis uma certa resistência, já que não querem encarar a realidade da morte, a prudência cristã ensina-nos que devemos estimar e desejar este sacramento como um presente da misericórdia de Deus. Não estaria mal pedir cada dia a graça de receber devidamente o sacramento da Unção dos enfermos.
2. O que é a Unção dos enfermos
Jesus Cristo deixou-nos um remédio salutar para toda e qualquer necessidade da vida
sobrenatural, e nos últimos momentos da existência o demônio monta uma grande batalha, necessitando a alma de auxílios especiais. Estes auxílios foram vinculados por Jesus Cristo à Unção dos enfermos, sacramento instituído para o alívio espiritual e também corporal do cristão gravemente enfermo. Por este sacramento o cristão se une a Jesus Cristo para ter os mesmos sentimentos dele frente à dor e à morte.
3. Jesus Cristo instituiu este sacramento
O sacramento da Unção dos enfermos foi instituído por Cristo, ainda que quem o
promulgou tenha sido o Apóstolo São Tiago, que mostra a Tradição da Igreja quando diz: “Alguém de vós está enfermo? Chame os presbíteros da Igreja e orem sobre ele, ungindo-o com o óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o aliviará. E se tiver algum pecado, lhe será perdoado” (Tiago 5, 14-15).
4. Efeitos deste sacramento
A graça especial do sacramento da Unção dos enfermos produz, como efeitos:
• a união do enfermo à Paixão de Cristo, para o bem próprio e de toda a Igreja;
• o consolo, a paz e o ânimo para suportar cristãmente os sofrimentos da enfermidade ou da velhice;
• o perdão dos pecados, se não pode confessar-se e contando com que esteja arrependido de suas culpas ao menos com a dor de atrição;
• o restabelecimento da saúde corporal, se isto for conveniente à saúde espiritual. Por isso não se deve espera para administrar o sacramento que o enfermo esteja já em agonia; o lógico é que esteja plenamente lúcido. Sem dúvida, se já perdeu o conhecimento, tem direito a que se administre o sacramento e assim deve ser feito, ainda que sob condição, na dúvida de que ainda esteja vivo.
• A preparação para a passagem à vida eterna.
A propósito da Unção, é oportuno recordar que a Igreja ajuda os enfermos também com o
Viático. Os bons cristãos devem preocupar-se de que os doentes recebam com freqüência a Sagrada Comunhão e, se a enfermidade é grave, a modo de Viático, que significa “preparação para a viagem”: a viagem para a vida eterna.
5. Modo de se administrar este sacramento
A administração deste sacramento tem diversas cerimônias. O essencial da celebração –
assim como para os demais sacramentos – é a aplicação da matéria (santos óleos) e a forma (palavras que o ministro pronuncia, enquanto unge o enfermo. O sacerdote unge com o óleo abençoado (azeite de oliveira consagrado pelo bispo na quinta-feira santa, daí o nome “santos óleos”) na fronte e nas mãos do enfermo, enquanto diz: “Por esta santa Unção e por sua misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que liberto dos teus pecados, Ele te salve, e na Sua bondade, alivie os teus sofrimentos”. Responde-se: “Amém”. Em caso de necessidade, o presbítero pode abençoar o óleo que será usado na Unção.
6. É preciso preparar-se para a morte
Deus vem em nossa ajuda a cada momento, como Pai que nos ama e nos quer felizes na
terra, e depois eternamente no céu. Ter estudado este sacramento deve fazer-nos pensar na realidade da morte, que recorda a necessidade de viver sempre na graça de Deus, crescer na vida cristã, aceitar os sofrimentos que tenhamos nesta vida e receber com alegria a morte, sabendo que é o passo necessário para nos encontrarmos com Deus no céu.
7. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
• Oferecer com alegria as dores e sofrimentos da vida, especialmente a enfermidade, sem medo da morte.
• Agradecer e estimar o sacramento da Unção dos enfermos, procurando avisar o sacerdote quando algum familiar ou amigo estiver gravemente enfermo.
fonte: CIC
Com o sacramento da Unção dos enfermos a Igreja acode em ajuda a seus filhos que começam a estar em perigo de vida, por enfermidade grave ou velhice. Nestes momentos difíceis e importantes da vida – quando ventila-se o destino eterno do ser humano - , Deus não nos deixa sozinhos, mas faz-se presente para nos socorrer com sua graça e sua misericórdia. O sacramento da Unção dos enfermos proporciona ao cristão a graça para vencer as dificuldades inerentes ao estado de enfermidade grave ou velhice.
Uma coisa que deve preocupar a qualquer cristão será a de receber este sacramento – ele ou o familiar ou o amigo – no momento oportuno, valorizando a ajuda que pode prestar a quem o necessita.
1. O cristão frente à enfermidade e à morte
A morte chega inevitavelmente a cada ser humano, porque, - queiramos ou não – é o
desenlace natural da existência. Normalmente, chega com a enfermidade grave ou por causa da velhice.
Para afrontar com dignidade e proveito este momento da vida, Deus socorre o cristão com a Unção dos enfermos, remédio e ajuda poderosa para saber levar com Cristo a enfermidade e sair ao passo da morte fortalecidos com a graça especial do sacramento. Mesmo que encontre ainda em alguns fiéis uma certa resistência, já que não querem encarar a realidade da morte, a prudência cristã ensina-nos que devemos estimar e desejar este sacramento como um presente da misericórdia de Deus. Não estaria mal pedir cada dia a graça de receber devidamente o sacramento da Unção dos enfermos.
2. O que é a Unção dos enfermos
Jesus Cristo deixou-nos um remédio salutar para toda e qualquer necessidade da vida
sobrenatural, e nos últimos momentos da existência o demônio monta uma grande batalha, necessitando a alma de auxílios especiais. Estes auxílios foram vinculados por Jesus Cristo à Unção dos enfermos, sacramento instituído para o alívio espiritual e também corporal do cristão gravemente enfermo. Por este sacramento o cristão se une a Jesus Cristo para ter os mesmos sentimentos dele frente à dor e à morte.
3. Jesus Cristo instituiu este sacramento
O sacramento da Unção dos enfermos foi instituído por Cristo, ainda que quem o
promulgou tenha sido o Apóstolo São Tiago, que mostra a Tradição da Igreja quando diz: “Alguém de vós está enfermo? Chame os presbíteros da Igreja e orem sobre ele, ungindo-o com o óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o aliviará. E se tiver algum pecado, lhe será perdoado” (Tiago 5, 14-15).
4. Efeitos deste sacramento
A graça especial do sacramento da Unção dos enfermos produz, como efeitos:
• a união do enfermo à Paixão de Cristo, para o bem próprio e de toda a Igreja;
• o consolo, a paz e o ânimo para suportar cristãmente os sofrimentos da enfermidade ou da velhice;
• o perdão dos pecados, se não pode confessar-se e contando com que esteja arrependido de suas culpas ao menos com a dor de atrição;
• o restabelecimento da saúde corporal, se isto for conveniente à saúde espiritual. Por isso não se deve espera para administrar o sacramento que o enfermo esteja já em agonia; o lógico é que esteja plenamente lúcido. Sem dúvida, se já perdeu o conhecimento, tem direito a que se administre o sacramento e assim deve ser feito, ainda que sob condição, na dúvida de que ainda esteja vivo.
• A preparação para a passagem à vida eterna.
A propósito da Unção, é oportuno recordar que a Igreja ajuda os enfermos também com o
Viático. Os bons cristãos devem preocupar-se de que os doentes recebam com freqüência a Sagrada Comunhão e, se a enfermidade é grave, a modo de Viático, que significa “preparação para a viagem”: a viagem para a vida eterna.
5. Modo de se administrar este sacramento
A administração deste sacramento tem diversas cerimônias. O essencial da celebração –
assim como para os demais sacramentos – é a aplicação da matéria (santos óleos) e a forma (palavras que o ministro pronuncia, enquanto unge o enfermo. O sacerdote unge com o óleo abençoado (azeite de oliveira consagrado pelo bispo na quinta-feira santa, daí o nome “santos óleos”) na fronte e nas mãos do enfermo, enquanto diz: “Por esta santa Unção e por sua misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que liberto dos teus pecados, Ele te salve, e na Sua bondade, alivie os teus sofrimentos”. Responde-se: “Amém”. Em caso de necessidade, o presbítero pode abençoar o óleo que será usado na Unção.
6. É preciso preparar-se para a morte
Deus vem em nossa ajuda a cada momento, como Pai que nos ama e nos quer felizes na
terra, e depois eternamente no céu. Ter estudado este sacramento deve fazer-nos pensar na realidade da morte, que recorda a necessidade de viver sempre na graça de Deus, crescer na vida cristã, aceitar os sofrimentos que tenhamos nesta vida e receber com alegria a morte, sabendo que é o passo necessário para nos encontrarmos com Deus no céu.
7. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
• Oferecer com alegria as dores e sofrimentos da vida, especialmente a enfermidade, sem medo da morte.
• Agradecer e estimar o sacramento da Unção dos enfermos, procurando avisar o sacerdote quando algum familiar ou amigo estiver gravemente enfermo.
fonte: CIC
SACRAMENTO DA CONFISSÃO (CONTINUAÇÃO)
“NOSSA RECONCILIAÇÃO COM DEUS”
INTRODUÇÃO:
Na vida de São Círilo de Jerusalém conta-se o seguinte episódio: “Em uma semana santa havia muita gente esperando para confessar-se e, entre elas, o santo bispo viu o demônio. Perguntou-lhe o bispo o que fazia lá, e o demônio respondeu-lhe que estava fazendo um ato de penitência.
- Você, penitência?, replicou-lhe o bispo.
Vou explicar, respondeu o demônio: Não é um ato de penitência satisfazer e restituir aquilo que se tirou de alguém? Pois eu tirei destas pessoas todas a vergonha para que pecassem, e agora venho restitui-la para que não se confessem”.
Medo, vergonha, falta de sinceridade... são perigos a evitar na confissão. Se somos
conscientes de que é o mesmo Jesus Cristo quem perdoa os pecados por meio do sacerdote, superaremos melhor essas atitudes que afetam muitos cristãos na hora de confessar-se.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. As condições para uma boa confissão
Para fazer uma boa confissão são necessárias cinco coisas: exame de consciência, dor
dos pecados, propósito de emenda, dizer os pecados ao confessor e cumprir a penitência. É necessário confessar-se procurando viver bem estas disposições, sem cair na rotina, já que cada confissão é um encontro pessoal com Jesus Cristo.
2. Exame de consciência
É preciso recordar – para acusar-se depois – os pecados mortais cometidos desde a última
confissão bem feita. Neste exame é necessário considerar detidamente os mandamentos da lei de Deus, os da Igreja e as obrigações do próprio estado. Se descobrirmos pecados mortais cometidos desde a última confissão válida, é preciso saber a classe do pecado, as circunstâncias que mudam sua espécie e – dentro do possível – o número de vezes ou ao menos uma media aproximativa. Convém também ver os pecados veniais.
Normalmente, o exame deve ser breve, que não quer dizer “superficial”. Quando se
confessa com freqüência, será mais fácil faze-lo, como é mais fácil confessar-se bem quando nos examinamos habitualmente.
3. Dor dos pecados
A dor pode ser de atrição (por receio ou pela fealdade do pecado) ou de contrição (por ter-
se ofendido a Deus, sendo quem Ele é).
A dor de contrição, ou dor perfeita, fruto de uma ardente caridade para com Deus ofendido pelo pecado, quando existe a impossibilidade de confessar-se, reconcilia o ser humano com Deus antes de, de fato, se receba o sacramento da Penitência. No entanto, esta dor não torna supérflua a confissão oral dos pecados, mas pressupõe seu desejo e a ela se ordena por natureza.
Seria contraditório uma dor perfeita dos pecados unida à recusa do preceito divino de confessar-se com o sacerdote. A efetiva confissão dos pecados é necessária porque ninguém pode estar absolutamente seguro de que sua contrição seja perfeita. Por isso, para aproximar-se da comunhão, quando se tem consciência de pecado mortal, salvo casos muito raros e especiais, é necessário confessar-se antes. Não fazer assim, e aproximar-se só com um suposto ato de contrição, seria um desprezo a Cristo, já que se correria o risco de estar sem as disposições necessárias, já que ninguém pode estar seguro da suficiência de sua dor pelos pecados.
A dor de atrição ou dor imperfeita por si não perdoa o pecado, mas é suficiente para se receber o perdão no sacramento da Penitência.
4. Propósito de emenda
Consiste na determinação de não voltar a pecar, como Jesus indicou à mulher pecadora:
“Vai em paz, e não peques mais” (João 8,11). Mesmo que não seja possível ter certeza de que não mais se ofenderá a Deus, é necessário que se esteja disposto a colocar os meios para não tornar a faze-lo. Isto leva-nos a fugir das ocasiões próximas e voluntárias de pecado: más amizades, leituras, conversas, espetáculos, etc...; a colocar os meios sobrenaturais e humanos para fortalecer a vontade e não tornar a pecar.
5. Confissão ou acusação dos pecados
Para fazer uma boa confissão, é necessário dizer todos os pecados ao confessor; a
confissão acontece como em um julgamento, e nenhum juiz pode julgar nem impor a penitência adequada se não conhece a causa do réu. É necessário confessar todos os pecados mortais segundo seu número e circunstâncias importantes; por exemplo, aquelas que mudam a espécie do pecado, que fazem que em um só ato se cometam dois ou mais pecados especificamente distintos, como seria o roubo com ou sem violência.
Se cometeria um sacrilégio e a confissão seria inválida se conscientemente se calasse um pecado mortal; no caso de que se esqueça algum pecado, e o penitente disso se der conta depois, fica-lhe o pecado perdoado, mas existe a obrigação de dize-lo na próxima confissão; enquanto isso, pode-se comungar. Ainda que não seja necessário, é muito conveniente confessar os pecados veniais.
6. Cumprir a penitência
A penitência imposta pelo confessor é para satisfazer a dívida que se tem com Deus, por
causa do pecado. É muito bom que, além de cumpri-la imediatamente, o penitente procure livremente fazer outras obras que ajudem a sentir e a reparar o pecado. Se, tendo intenção de cumprir a penitência, depois não a cumpre, a confissão é válida, ainda que esta falta de cumprimento possa ser grave ou leve segundos os casos.
7. Normas práticas sobre o modo de confessar-se
a) Antes da Confissão. É bom rezar alguma oração preparatória, como por exemplo: “Meu Senhor e meu Deus, dai-me a luz para conhecer os meus pecados, e a graça para deles me arrepender. Amém”. Depois, se faz o exame de consciência, procurando provocar a dor de todos e de cada um dos pecados e se faz o firme propósito de emendar-se e de lutar para não voltar a cair nestas faltas. Enquanto se aguarda, é preciso procurar permanecer com recolhimento interior, falando com o Senhor, ou rezando algumas orações vocais.
b) Durante a Confissão. No momento oportuno, o penitente se dirige ao confessionário, ajoelha-se, e diz ao sacerdote: “Padre, dai-me a vossa benção porque pequei”. O sacerdote nos acolhe, dizendo “Que o Senhor esteja em teu coração e em teus lábios, para que arrependido, confesses os teus pecados”. Depois, o penitente recita um texto da Sagrada Escritura, no qual se manifesta a misericórdia do Senhor. Pode ser “Senhor, Tu sabes tudo, Tu sabes que eu te amo”. Em seguida, diz o tempo desde a última confissão, e acusa-se dos pecados com brevidade, claridade e sinceridade. Ao terminar, pode dizer: “Destes pecados e de todos os pecados dos quais não me recordo, peço o perdão e a absolvição”. Logo depois, escuta-se com atenção as recomendações do sacerdote e a penitência que impõe. Faz-se um ato de contrição, dizendo: “Senhor Jesus, Filho de Deus, tende piedade de mim, que sou pecador”. Enquanto o sacerdote nos absolve, recolhemo-nos com piedade e agradecimento, respondendo quando acabar “Amém”.
c) Depois da Confissão. O melhor é cumprir a penitência indicada o quanto antes, sem deixa-la para depois. Ao mesmo tempo se agradece a Deus por sua misericórdia, renovando os propósitos de emenda e pedindo ao Senhor e à Virgem a ajuda para coloca-los em prática.
8. A celebração do sacramento da Penitência
Ainda que em casos realmente excepcionais existam outras formas, a confissão individual
e íntegra dos pecados graves, seguida da absolvição, é o único caminho ordinário para a reconciliação com Deus e com a Igreja.
9. As indulgências
Além da confissão, Jesus deu à sua Igreja o poder para perdoar a pena temporal devida
pelos pecados, e o faz por meio das indulgências. Assim, pois, com as indulgências se perdoa a pena temporal que pode restar dos pecados já perdoados. Para ganha-las é necessário que se esteja em estado de graça santificante, e fazer aquilo que a Igreja pede.
Podem-se ganhar indulgências de muitas maneiras: ao oferecer o trabalho ou estudo, ao se rezar o Angelus, o Rosário, a Via Sacra, a comunhão espiritual, uma oração pelo Papa, ao usar uma medalha ou um crucifixo abençoados, etc...
10. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
• Aprender a se confessar bem, conforme as indicações dadas no tema.
• Preparar-se sempre bem para a Confissão.
fonte: CIC
INTRODUÇÃO:
Na vida de São Círilo de Jerusalém conta-se o seguinte episódio: “Em uma semana santa havia muita gente esperando para confessar-se e, entre elas, o santo bispo viu o demônio. Perguntou-lhe o bispo o que fazia lá, e o demônio respondeu-lhe que estava fazendo um ato de penitência.
- Você, penitência?, replicou-lhe o bispo.
Vou explicar, respondeu o demônio: Não é um ato de penitência satisfazer e restituir aquilo que se tirou de alguém? Pois eu tirei destas pessoas todas a vergonha para que pecassem, e agora venho restitui-la para que não se confessem”.
Medo, vergonha, falta de sinceridade... são perigos a evitar na confissão. Se somos
conscientes de que é o mesmo Jesus Cristo quem perdoa os pecados por meio do sacerdote, superaremos melhor essas atitudes que afetam muitos cristãos na hora de confessar-se.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. As condições para uma boa confissão
Para fazer uma boa confissão são necessárias cinco coisas: exame de consciência, dor
dos pecados, propósito de emenda, dizer os pecados ao confessor e cumprir a penitência. É necessário confessar-se procurando viver bem estas disposições, sem cair na rotina, já que cada confissão é um encontro pessoal com Jesus Cristo.
2. Exame de consciência
É preciso recordar – para acusar-se depois – os pecados mortais cometidos desde a última
confissão bem feita. Neste exame é necessário considerar detidamente os mandamentos da lei de Deus, os da Igreja e as obrigações do próprio estado. Se descobrirmos pecados mortais cometidos desde a última confissão válida, é preciso saber a classe do pecado, as circunstâncias que mudam sua espécie e – dentro do possível – o número de vezes ou ao menos uma media aproximativa. Convém também ver os pecados veniais.
Normalmente, o exame deve ser breve, que não quer dizer “superficial”. Quando se
confessa com freqüência, será mais fácil faze-lo, como é mais fácil confessar-se bem quando nos examinamos habitualmente.
3. Dor dos pecados
A dor pode ser de atrição (por receio ou pela fealdade do pecado) ou de contrição (por ter-
se ofendido a Deus, sendo quem Ele é).
A dor de contrição, ou dor perfeita, fruto de uma ardente caridade para com Deus ofendido pelo pecado, quando existe a impossibilidade de confessar-se, reconcilia o ser humano com Deus antes de, de fato, se receba o sacramento da Penitência. No entanto, esta dor não torna supérflua a confissão oral dos pecados, mas pressupõe seu desejo e a ela se ordena por natureza.
Seria contraditório uma dor perfeita dos pecados unida à recusa do preceito divino de confessar-se com o sacerdote. A efetiva confissão dos pecados é necessária porque ninguém pode estar absolutamente seguro de que sua contrição seja perfeita. Por isso, para aproximar-se da comunhão, quando se tem consciência de pecado mortal, salvo casos muito raros e especiais, é necessário confessar-se antes. Não fazer assim, e aproximar-se só com um suposto ato de contrição, seria um desprezo a Cristo, já que se correria o risco de estar sem as disposições necessárias, já que ninguém pode estar seguro da suficiência de sua dor pelos pecados.
A dor de atrição ou dor imperfeita por si não perdoa o pecado, mas é suficiente para se receber o perdão no sacramento da Penitência.
4. Propósito de emenda
Consiste na determinação de não voltar a pecar, como Jesus indicou à mulher pecadora:
“Vai em paz, e não peques mais” (João 8,11). Mesmo que não seja possível ter certeza de que não mais se ofenderá a Deus, é necessário que se esteja disposto a colocar os meios para não tornar a faze-lo. Isto leva-nos a fugir das ocasiões próximas e voluntárias de pecado: más amizades, leituras, conversas, espetáculos, etc...; a colocar os meios sobrenaturais e humanos para fortalecer a vontade e não tornar a pecar.
5. Confissão ou acusação dos pecados
Para fazer uma boa confissão, é necessário dizer todos os pecados ao confessor; a
confissão acontece como em um julgamento, e nenhum juiz pode julgar nem impor a penitência adequada se não conhece a causa do réu. É necessário confessar todos os pecados mortais segundo seu número e circunstâncias importantes; por exemplo, aquelas que mudam a espécie do pecado, que fazem que em um só ato se cometam dois ou mais pecados especificamente distintos, como seria o roubo com ou sem violência.
Se cometeria um sacrilégio e a confissão seria inválida se conscientemente se calasse um pecado mortal; no caso de que se esqueça algum pecado, e o penitente disso se der conta depois, fica-lhe o pecado perdoado, mas existe a obrigação de dize-lo na próxima confissão; enquanto isso, pode-se comungar. Ainda que não seja necessário, é muito conveniente confessar os pecados veniais.
6. Cumprir a penitência
A penitência imposta pelo confessor é para satisfazer a dívida que se tem com Deus, por
causa do pecado. É muito bom que, além de cumpri-la imediatamente, o penitente procure livremente fazer outras obras que ajudem a sentir e a reparar o pecado. Se, tendo intenção de cumprir a penitência, depois não a cumpre, a confissão é válida, ainda que esta falta de cumprimento possa ser grave ou leve segundos os casos.
7. Normas práticas sobre o modo de confessar-se
a) Antes da Confissão. É bom rezar alguma oração preparatória, como por exemplo: “Meu Senhor e meu Deus, dai-me a luz para conhecer os meus pecados, e a graça para deles me arrepender. Amém”. Depois, se faz o exame de consciência, procurando provocar a dor de todos e de cada um dos pecados e se faz o firme propósito de emendar-se e de lutar para não voltar a cair nestas faltas. Enquanto se aguarda, é preciso procurar permanecer com recolhimento interior, falando com o Senhor, ou rezando algumas orações vocais.
b) Durante a Confissão. No momento oportuno, o penitente se dirige ao confessionário, ajoelha-se, e diz ao sacerdote: “Padre, dai-me a vossa benção porque pequei”. O sacerdote nos acolhe, dizendo “Que o Senhor esteja em teu coração e em teus lábios, para que arrependido, confesses os teus pecados”. Depois, o penitente recita um texto da Sagrada Escritura, no qual se manifesta a misericórdia do Senhor. Pode ser “Senhor, Tu sabes tudo, Tu sabes que eu te amo”. Em seguida, diz o tempo desde a última confissão, e acusa-se dos pecados com brevidade, claridade e sinceridade. Ao terminar, pode dizer: “Destes pecados e de todos os pecados dos quais não me recordo, peço o perdão e a absolvição”. Logo depois, escuta-se com atenção as recomendações do sacerdote e a penitência que impõe. Faz-se um ato de contrição, dizendo: “Senhor Jesus, Filho de Deus, tende piedade de mim, que sou pecador”. Enquanto o sacerdote nos absolve, recolhemo-nos com piedade e agradecimento, respondendo quando acabar “Amém”.
c) Depois da Confissão. O melhor é cumprir a penitência indicada o quanto antes, sem deixa-la para depois. Ao mesmo tempo se agradece a Deus por sua misericórdia, renovando os propósitos de emenda e pedindo ao Senhor e à Virgem a ajuda para coloca-los em prática.
8. A celebração do sacramento da Penitência
Ainda que em casos realmente excepcionais existam outras formas, a confissão individual
e íntegra dos pecados graves, seguida da absolvição, é o único caminho ordinário para a reconciliação com Deus e com a Igreja.
9. As indulgências
Além da confissão, Jesus deu à sua Igreja o poder para perdoar a pena temporal devida
pelos pecados, e o faz por meio das indulgências. Assim, pois, com as indulgências se perdoa a pena temporal que pode restar dos pecados já perdoados. Para ganha-las é necessário que se esteja em estado de graça santificante, e fazer aquilo que a Igreja pede.
Podem-se ganhar indulgências de muitas maneiras: ao oferecer o trabalho ou estudo, ao se rezar o Angelus, o Rosário, a Via Sacra, a comunhão espiritual, uma oração pelo Papa, ao usar uma medalha ou um crucifixo abençoados, etc...
10. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
• Aprender a se confessar bem, conforme as indicações dadas no tema.
• Preparar-se sempre bem para a Confissão.
fonte: CIC
SACRAMENTO DA CONFISSÃO
“NA CONFISSÃO, POR MEIO DO SACERDOTE, JESUS NOS PERDOA”
INTRODUÇÃO:
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. Os sacramentos de cura
Estudamos os sacramentos da iniciação cristã: o Batismo, a Confirmação e a Eucaristia,
que outorgam a vida nova em Cristo. Mas, apesar de tantas graças, o ser humano é débil, pode pecar e carrega consigo as misérias do pecado.
Cristo quis que na Igreja existisse um remédio para estas necessidades, e nós podemos encontra-lo nos sacramentos da Penitência e da Unção dos Enfermos, chamados sacramentos de cura, porque curam a debilidade e perdoam os pecados.
2. Para salvar-se, é preciso que nos arrependamos dos pecados
Não existe possibilidade de salvação sem o arrependimento dos pecados, que é
absolutamente necessário para aquele que ofendeu a Deus. É o que nos diz Nosso Senhor Jesus Cristo: “Se não fizerdes penitência, todos, igualmente, perecereis” (Lucas 13,3).
Antes da vinda de Jesus Cristo, a humanidade não tinha nenhuma segurança de poder ter obtido o perdão de seus pecados. A segurança foi-nos trazida por Jesus, que pode dizer: “Teus pecados te são perdoados” (Mateus 9,2).
3. A instituição do sacramento da Penitência, para o perdão dos pecados
Na tarde do domingo da Ressurreição, Jesus Cristo instituiu o sacramento da Penitência,
ao dizer a seus discípulos: “Recebei o Espírito Santo; aqueles a quem lhes perdoardes os pecados, lhes serão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, lhes serão retidos” (João 20,22-23). Instituiu este sacramento como um juízo, mas juízo de misericórdia, para que os Apóstolos e seus legítimos sucessores pudessem perdoar os pecados.
“Olha que entranha de misericórdia tem a justiça de Deus! – Porque nos juízos humanos, se castiga aquele que confessa sua culpa: e no divino, se perdoa.
Bendito seja o santo Sacramento da Penitência!” (Caminho, 309).
Este sacramento é denominado também sacramento da conversão, da reconciliação, ou confissão.
4. É o mesmo Jesus Cristo, por meio do sacerdote, quem absolve
Só os sacerdotes – com potestade de ordem e a faculdade de exerce-la – que podem
perdoar os pecados, pois Jesus Cristo deu o poder só a eles. Não se obtém o perdão, portanto, dizendo os pecados a um amigo, ou diretamente a Deus. Além disso, no momento da absolvição é Cristo mesmo quem absolve e perdoa os pecados por meio do sacerdote, já que o pecado é ofensa a Deus e só Deus pode perdoa-lo. O sacerdote deve guardar – sob obrigação gravíssima – o sigilo sacramental.
5. Efeitos deste sacramento
Os efeitos deste sacramento são realmente maravilhosos:
• a reconciliação com Deus, perdoando o pecado para recuperar a graça santificante;
• a reconciliação com a Igreja;
• a remissão da pena eterna contraída pelos pecados mortais e das penas temporais –ao menos em parte – segundo as disposições;
• a paz e a serenidade de consciência, com um profundo consolo do espírito;
• os auxílios espirituais para o combate cristão, evitando as recaídas no pecado.
6. Necessidade da Penitência
O sacramento da Penitência é completamente necessário para aqueles que, depois do
batismo, cometeram pecado mortal. A Igreja ensina que existe a obrigação de confessar os pecados mortais ao menos uma vez por ano, em perigo de morte e quando se for comungar.
Mas uma coisa é a obrigação e outra muito diferente é aquilo que convém fazer quando se quer que aumente nosso amor a Deus. Não existe a obrigação, por exemplo, de se beijar
nossa mãe, nem a de cumprimentar nossos amigos, nem de comer todos os dias..., mas qualquer pessoa normal faz estas coisas. Se quisermos progredir no amor a Deus, devemos nos confessar freqüentemente, e nos confessar bem.
7. Conveniência da confissão freqüente
A Igreja recomenda vivamente a prática da confissão freqüente, não só dos pecados
mortais – que devem ser confessados imediatamente – mas também dos pecados veniais. Desta maneira, aumenta-se o conhecimento de si mesmo; cresce-se na humildade; desenraizam-se os maus costumes; faz-se frente à tibieza e à preguiça espiritual; purifica-se e se forma a própria consciência; ajuda-se a crescer na vida interior, e aumenta a graça em virtude do sacramento. Para crescer no amor a Deus é muito conveniente ter em muita estima a confissão: confessar-se com freqüência e bem.
8. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
• Devemos mostrar um grande amor e estima ao sacramento da Penitência.
• Fazer o propósito de recebe-lo com freqüência e bem preparados.
fonte: catecismo da igreja católica
INTRODUÇÃO:
Uma das páginas mais comovedoras do Evangelho é a parábola do filho pródigo, que retrata a conduta de um filho ingrato para com seu pai. Eram dois irmãos e o menor decide abandonar a casa; depois de pedir sua parte na herança, foi-se embora para um país longínquo onde gastou tudo, levando uma vida má. Então, teve que por-se a cuidar de porcos para poder viver, até que um dia sentiu vergonha de sua situação e decidiu voltar para casa, e pedir perdão a seu pai: “Pai, pequei contra o céu e contra ti” (Lucas 15,18). O pai, que o esperava, quando viu que se aproximava, saiu a seu encontro, abraçou-o e o beijou. E foi tão grande sua alegria que ordenou aos criados que preparassem um banquete e uma grande festa para celebrar a volta do filho mais novo.
Esta parábola pode nos ajudar a entender o sacramento da Penitência, que é o sacramento da misericórdia de Deus.IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. Os sacramentos de cura
Estudamos os sacramentos da iniciação cristã: o Batismo, a Confirmação e a Eucaristia,
que outorgam a vida nova em Cristo. Mas, apesar de tantas graças, o ser humano é débil, pode pecar e carrega consigo as misérias do pecado.
Cristo quis que na Igreja existisse um remédio para estas necessidades, e nós podemos encontra-lo nos sacramentos da Penitência e da Unção dos Enfermos, chamados sacramentos de cura, porque curam a debilidade e perdoam os pecados.
2. Para salvar-se, é preciso que nos arrependamos dos pecados
Não existe possibilidade de salvação sem o arrependimento dos pecados, que é
absolutamente necessário para aquele que ofendeu a Deus. É o que nos diz Nosso Senhor Jesus Cristo: “Se não fizerdes penitência, todos, igualmente, perecereis” (Lucas 13,3).
Antes da vinda de Jesus Cristo, a humanidade não tinha nenhuma segurança de poder ter obtido o perdão de seus pecados. A segurança foi-nos trazida por Jesus, que pode dizer: “Teus pecados te são perdoados” (Mateus 9,2).
3. A instituição do sacramento da Penitência, para o perdão dos pecados
Na tarde do domingo da Ressurreição, Jesus Cristo instituiu o sacramento da Penitência,
ao dizer a seus discípulos: “Recebei o Espírito Santo; aqueles a quem lhes perdoardes os pecados, lhes serão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, lhes serão retidos” (João 20,22-23). Instituiu este sacramento como um juízo, mas juízo de misericórdia, para que os Apóstolos e seus legítimos sucessores pudessem perdoar os pecados.
“Olha que entranha de misericórdia tem a justiça de Deus! – Porque nos juízos humanos, se castiga aquele que confessa sua culpa: e no divino, se perdoa.
Bendito seja o santo Sacramento da Penitência!” (Caminho, 309).
Este sacramento é denominado também sacramento da conversão, da reconciliação, ou confissão.
4. É o mesmo Jesus Cristo, por meio do sacerdote, quem absolve
Só os sacerdotes – com potestade de ordem e a faculdade de exerce-la – que podem
perdoar os pecados, pois Jesus Cristo deu o poder só a eles. Não se obtém o perdão, portanto, dizendo os pecados a um amigo, ou diretamente a Deus. Além disso, no momento da absolvição é Cristo mesmo quem absolve e perdoa os pecados por meio do sacerdote, já que o pecado é ofensa a Deus e só Deus pode perdoa-lo. O sacerdote deve guardar – sob obrigação gravíssima – o sigilo sacramental.
5. Efeitos deste sacramento
Os efeitos deste sacramento são realmente maravilhosos:
• a reconciliação com Deus, perdoando o pecado para recuperar a graça santificante;
• a reconciliação com a Igreja;
• a remissão da pena eterna contraída pelos pecados mortais e das penas temporais –ao menos em parte – segundo as disposições;
• a paz e a serenidade de consciência, com um profundo consolo do espírito;
• os auxílios espirituais para o combate cristão, evitando as recaídas no pecado.
6. Necessidade da Penitência
O sacramento da Penitência é completamente necessário para aqueles que, depois do
batismo, cometeram pecado mortal. A Igreja ensina que existe a obrigação de confessar os pecados mortais ao menos uma vez por ano, em perigo de morte e quando se for comungar.
Mas uma coisa é a obrigação e outra muito diferente é aquilo que convém fazer quando se quer que aumente nosso amor a Deus. Não existe a obrigação, por exemplo, de se beijar
nossa mãe, nem a de cumprimentar nossos amigos, nem de comer todos os dias..., mas qualquer pessoa normal faz estas coisas. Se quisermos progredir no amor a Deus, devemos nos confessar freqüentemente, e nos confessar bem.
7. Conveniência da confissão freqüente
A Igreja recomenda vivamente a prática da confissão freqüente, não só dos pecados
mortais – que devem ser confessados imediatamente – mas também dos pecados veniais. Desta maneira, aumenta-se o conhecimento de si mesmo; cresce-se na humildade; desenraizam-se os maus costumes; faz-se frente à tibieza e à preguiça espiritual; purifica-se e se forma a própria consciência; ajuda-se a crescer na vida interior, e aumenta a graça em virtude do sacramento. Para crescer no amor a Deus é muito conveniente ter em muita estima a confissão: confessar-se com freqüência e bem.
8. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
• Devemos mostrar um grande amor e estima ao sacramento da Penitência.
• Fazer o propósito de recebe-lo com freqüência e bem preparados.
fonte: catecismo da igreja católica
SACRAMENTO DA EUCARISTIA (CONTINUAÇÃO)
A SANTA MISSA: CELEBRAÇÃO LITÙRGICA DA EUCARISTIA
INTRODUÇÃO:
O centro da liturgia da Igreja é a Eucaristia – a Missa -, que os Apóstolos celebraram desde o primeiro momento; desde então até agora, a Missa permaneceu essencialmente a mesma.
Vamos expor o sentido das diversas partes e diálogos entre o sacerdote e os fiéis. Também falaremos da obrigação de participar da Missa aos domingos e festas de guarda, se já tem completados os sete anos, se já existe o uso da razão e não exista um impedimento grave.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. A participação na Eucaristia
Objetivamente, a Missa é a ação mais importante que se celebra na terra e, quando dela
participamos, devemos faze-lo com o maior interesse e devoção tratando de conseguir o maior fruto possível. Posto que na Missa se renova o sacrifício do Calvário, deveríamos estar presentes com os mesmos sentimentos de Nossa Senhora ao pé da cruz, acompanhando a seu Filho, plenamente identificada com Ele.
2. Partes da Missa
A liturgia da Missa se desenvolve conforme uma estrutura fundamental, conservada
através dos séculos. Compreende dois grandes momentos, unidos entre si: a liturgia da Palavra e a liturgia Eucarística, precedidas pelos ritos iniciais e seguidas da conclusão.
Ritos iniciais, que tem um caráter de introdução e preparação:
a) Quando o sacerdote se dirige ao altar e se reza ou se canta o intróito.
b) O sacerdote beija o altar em sinal de veneração, porque o altar simboliza a Jesus Cristo.
c) Saúda os fiéis e os convida a reconhecer seus pecados, rezando o “Confesso...” ou outra formula daquelas aprovadas pela Igreja, que se encontram no Missal Romano. Ainda que este ato penitencial não tem a eficácia do sacramento e o pecado mortal só é perdoado com a confissão, temos de arrepender-nos sinceramente dos nossos pecados.
d) Finaliza o rito inicial com a recitação ou canto do Kyrie e, quando previsto, do Glória, seguidos da oração Colecta.
• LITURGIA DA PALAVRA. Nesta parte da Missa, distinguem-se os seguintes momentos:
- Leituras da Sagrada Escritura. Nos domingos e festas são três: uma do Antigo Testamento, outra do Novo e a terceira do Evangelho; nos dias feriais são lidas só duas, sendo a ultima sempre do Evangelho. Entre uma leitura e outra canta-se ou recita-se o Salmo responsorial, com uma resposta que todos repetem.
- Homilia. O sacerdote explica as verdades reveladas por Deus e ensinadas pela Igreja, para nos instruir na fé e nos animar a melhorar nossa vida, tomando consciência do que se leu e do sentido da celebração.
- Profissão de fé. É o ato solene no qual confessamos nossa fé, recitando o Credo. Rezamos em pé, inclinando a cabeça em sinal de respeito ao dizer “e se encarnou por obra do Espírito Santo no seio da Virgem Maria, e se fez homem.”
- Oração dos fiéis. Com esta oração pedimos pela Igreja, pelo Papa e pela hierarquia, pelas autoridades civis e por todos os homens, em especial pelos mais necessitados.
• LITURGIA EUCARISTICA. Esta é a parte principal da Missa, que renova – mediante a Consagração – o sacrifício de Cristo na cruz. As ações principais desta parte são:
- A apresentação das oferendas ou ofertório. O sacerdote oferece a Deus o pão e o vinho, que são a matéria do sacrifício; com o pão e o vinho podem ser levados outros dons para serem repartidos com os necessitados. O sacerdote convida à oração, pedindo que o sacrifício da Igreja seja agradável ao Senhor: “Orai, irmãos e irmãs, para que este nosso sacrifício ...”. Os fiéis respondem: “Receba o Senhor este sacrifício....”.
- O Prefácio. É um canto de louvor e de ação de graças ao se recordar as maravilhas de Deus, que se conclui com o cântico dos anjos no céu: “Santo, Santo.... Hosana nas alturas”.
- A Oração eucarística. Também chamada de “Cânon”, cujo centro é a consagração, na qual o sacerdote pronuncia em nome de Jesus Cristo e com a intenção de consagrar, as mesmas palavras que Ele disse na última Ceia. Neste momento, Jesus Cristo se faz realmente presente sobre o altar, renovando o sacrifício redentor de sua Paixão e Morte. É o momento de se fazer atos de fé e pedir a Jesus pelos vivos e pelos mortos.
- Rito da Comunhão. Começa com a breve monição que introduz à oração do Pai Nosso, que é acompanhada com outras orações. O sacerdote, então, apresenta a Sagrada Forma: “Eis o Cordeiro de Deus...”, e os fiéis continuam com o sacerdote: “Senhor, eu não sou digno...” , fazendo um ato de humildade e de fé. A melhor maneira de participar na Missa é através da participação na Comunhão, estando na graça de Deus e devidamente preparados; se não se vai comungar, é aconselhável fazer-se, então, uma comunhão espiritual.
- Rito de conclusão. Com a saudação e a benção final termina a Missa. Tendo-se comungado, convém fazer a ação de graças por uns minutos.
3. Participação dos fiéis na Missa
Durante a Missa, os fiéis participam dialogando com o sacerdote várias orações, além de
cantar, ajoelharem-se etc.. Convém aprender as orações e respostas, para participar dignamente na Santa Missa.
4. O primeiro mandamento da Igreja: Ouvir Missa inteira aos domingos e festas de guarda.
Para ensinar-nos a importância da Missa e ajudar-nos a cumprir o terceiro mandamento da
lei de Deus, a Igreja obriga –sob pecado mortal – a participar da Missa aos domingos e festas de guarda.
Esta obrigação começa uma vez cumpridos os sete anos, para aquelas pessoas que gozam habitualmente do uso da razão e não tem um impedimento grave.
A Igreja deseja que participemos da Missa não porque está mandado, mas por iniciativa própria e com generosidade. Inclusive aconselha aqueles que podem, a participar diariamente da Santa Missa. A razão é clara: a Missa é o centro e a raiz da vida da Igreja e de cada um dos cristãos, e é o ato de culto por excelência oferecido a nosso Pai do céu. Se tivermos consciência do que é e do que representa em nossa vida e na vida da Igreja, faríamos todo o possível para assistir a Missa a cada dia.
5. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
• Viver bem a Santa Missa, participando nos diálogos, cantos e cuidando da postura.
• Fazer o propósito de nunca deixar a Missa Dominical e de Preceito, e dela participar em outros dias, sempre que possível.
INTRODUÇÃO:
O centro da liturgia da Igreja é a Eucaristia – a Missa -, que os Apóstolos celebraram desde o primeiro momento; desde então até agora, a Missa permaneceu essencialmente a mesma.
Vamos expor o sentido das diversas partes e diálogos entre o sacerdote e os fiéis. Também falaremos da obrigação de participar da Missa aos domingos e festas de guarda, se já tem completados os sete anos, se já existe o uso da razão e não exista um impedimento grave.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. A participação na Eucaristia
Objetivamente, a Missa é a ação mais importante que se celebra na terra e, quando dela
participamos, devemos faze-lo com o maior interesse e devoção tratando de conseguir o maior fruto possível. Posto que na Missa se renova o sacrifício do Calvário, deveríamos estar presentes com os mesmos sentimentos de Nossa Senhora ao pé da cruz, acompanhando a seu Filho, plenamente identificada com Ele.
2. Partes da Missa
A liturgia da Missa se desenvolve conforme uma estrutura fundamental, conservada
através dos séculos. Compreende dois grandes momentos, unidos entre si: a liturgia da Palavra e a liturgia Eucarística, precedidas pelos ritos iniciais e seguidas da conclusão.
Ritos iniciais, que tem um caráter de introdução e preparação:
a) Quando o sacerdote se dirige ao altar e se reza ou se canta o intróito.
b) O sacerdote beija o altar em sinal de veneração, porque o altar simboliza a Jesus Cristo.
c) Saúda os fiéis e os convida a reconhecer seus pecados, rezando o “Confesso...” ou outra formula daquelas aprovadas pela Igreja, que se encontram no Missal Romano. Ainda que este ato penitencial não tem a eficácia do sacramento e o pecado mortal só é perdoado com a confissão, temos de arrepender-nos sinceramente dos nossos pecados.
d) Finaliza o rito inicial com a recitação ou canto do Kyrie e, quando previsto, do Glória, seguidos da oração Colecta.
• LITURGIA DA PALAVRA. Nesta parte da Missa, distinguem-se os seguintes momentos:
- Leituras da Sagrada Escritura. Nos domingos e festas são três: uma do Antigo Testamento, outra do Novo e a terceira do Evangelho; nos dias feriais são lidas só duas, sendo a ultima sempre do Evangelho. Entre uma leitura e outra canta-se ou recita-se o Salmo responsorial, com uma resposta que todos repetem.
- Homilia. O sacerdote explica as verdades reveladas por Deus e ensinadas pela Igreja, para nos instruir na fé e nos animar a melhorar nossa vida, tomando consciência do que se leu e do sentido da celebração.
- Profissão de fé. É o ato solene no qual confessamos nossa fé, recitando o Credo. Rezamos em pé, inclinando a cabeça em sinal de respeito ao dizer “e se encarnou por obra do Espírito Santo no seio da Virgem Maria, e se fez homem.”
- Oração dos fiéis. Com esta oração pedimos pela Igreja, pelo Papa e pela hierarquia, pelas autoridades civis e por todos os homens, em especial pelos mais necessitados.
• LITURGIA EUCARISTICA. Esta é a parte principal da Missa, que renova – mediante a Consagração – o sacrifício de Cristo na cruz. As ações principais desta parte são:
- A apresentação das oferendas ou ofertório. O sacerdote oferece a Deus o pão e o vinho, que são a matéria do sacrifício; com o pão e o vinho podem ser levados outros dons para serem repartidos com os necessitados. O sacerdote convida à oração, pedindo que o sacrifício da Igreja seja agradável ao Senhor: “Orai, irmãos e irmãs, para que este nosso sacrifício ...”. Os fiéis respondem: “Receba o Senhor este sacrifício....”.
- O Prefácio. É um canto de louvor e de ação de graças ao se recordar as maravilhas de Deus, que se conclui com o cântico dos anjos no céu: “Santo, Santo.... Hosana nas alturas”.
- A Oração eucarística. Também chamada de “Cânon”, cujo centro é a consagração, na qual o sacerdote pronuncia em nome de Jesus Cristo e com a intenção de consagrar, as mesmas palavras que Ele disse na última Ceia. Neste momento, Jesus Cristo se faz realmente presente sobre o altar, renovando o sacrifício redentor de sua Paixão e Morte. É o momento de se fazer atos de fé e pedir a Jesus pelos vivos e pelos mortos.
- Rito da Comunhão. Começa com a breve monição que introduz à oração do Pai Nosso, que é acompanhada com outras orações. O sacerdote, então, apresenta a Sagrada Forma: “Eis o Cordeiro de Deus...”, e os fiéis continuam com o sacerdote: “Senhor, eu não sou digno...” , fazendo um ato de humildade e de fé. A melhor maneira de participar na Missa é através da participação na Comunhão, estando na graça de Deus e devidamente preparados; se não se vai comungar, é aconselhável fazer-se, então, uma comunhão espiritual.
- Rito de conclusão. Com a saudação e a benção final termina a Missa. Tendo-se comungado, convém fazer a ação de graças por uns minutos.
3. Participação dos fiéis na Missa
Durante a Missa, os fiéis participam dialogando com o sacerdote várias orações, além de
cantar, ajoelharem-se etc.. Convém aprender as orações e respostas, para participar dignamente na Santa Missa.
4. O primeiro mandamento da Igreja: Ouvir Missa inteira aos domingos e festas de guarda.
Para ensinar-nos a importância da Missa e ajudar-nos a cumprir o terceiro mandamento da
lei de Deus, a Igreja obriga –sob pecado mortal – a participar da Missa aos domingos e festas de guarda.
Esta obrigação começa uma vez cumpridos os sete anos, para aquelas pessoas que gozam habitualmente do uso da razão e não tem um impedimento grave.
A Igreja deseja que participemos da Missa não porque está mandado, mas por iniciativa própria e com generosidade. Inclusive aconselha aqueles que podem, a participar diariamente da Santa Missa. A razão é clara: a Missa é o centro e a raiz da vida da Igreja e de cada um dos cristãos, e é o ato de culto por excelência oferecido a nosso Pai do céu. Se tivermos consciência do que é e do que representa em nossa vida e na vida da Igreja, faríamos todo o possível para assistir a Missa a cada dia.
5. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
• Viver bem a Santa Missa, participando nos diálogos, cantos e cuidando da postura.
• Fazer o propósito de nunca deixar a Missa Dominical e de Preceito, e dela participar em outros dias, sempre que possível.
SACRAMENTO DA EUCARISTIA (CONTINUAÇÃO)
NA SAGRADA COMUNHÃO SE RECEBE COMO ALIMENTO A JESUS CRISTO
INTRODUÇÃO:
Os primeiros cristãos encontravam a razão de seu heroísmo na Eucaristia. A Comunhão dava-lhes alento e fortaleza para defender sua fé até o martírio.
Tarcísio foi um menino que levava a Eucaristia aos que estavam encarcerados por causa de sua fé. Um dia, no caminho, encontrou com seus companheiros de brincadeiras, que eram pagãos. Estes, convidaram-no para brincar, mas Tarcísio não podia faze-lo, pois levava o Senhor, na Eucaristia. Como sabiam que era cristão, e, dando-se conta que escondia alguma coisa, atacaram-no violentamente, enquanto Tarcísio defendia o tesouro que carregava consigo. Neste momento passou um soldado, que levou Tarcísio para, mesmo gravemente ferido, para ser encarcerado. No cárcere, disse aos demais prisioneiros cristãos que lhes trazia a Comunhão. Assim, puderam comungar aqueles que, no dia seguinte morreriam como mártires. Tarcísio morreu antes, também como mártir da Eucaristia. É com esta fé, com este respeito e amor que os primeiros cristãos tratavam a Eucaristia.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. O sacrifício eucarístico e a comunhão
O sacrifício eucarístico ou Santa Missa é memorial sacrifical que perpetua o sacrifício da
cruz oferecido ao Pai, e banquete sagrado de comunhão no Corpo e Sangue do Senhor; a celebração eucarística está também orientada à união íntima dos fiéis com Cristo por meio da comunhão. Comungar é receber a Cristo mesmo que se oferece por nós. Cristo, pois, se oferece ao Pai e se dá aos homens.
2. Jesus Cristo instituiu a Eucaristia como alimento para as nossas almas
Jesus prometeu aos Apóstolos em Cafarnaúm que daria para comer sua carne para a vida
do mundo e para se obter a vida eterna: “Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia. Pois minha carne é verdadeira comida e meu sangue verdadeira bebida: o que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (João 6,54-56).
Na última Ceia cumpriu-se a promessa e o Senhor instituiu a Eucaristia: “Tomai e comei; isto é o meu Corpo” (Mateus 26,26). É a afirmação clara de que o Corpo do Senhor está na realmente na Eucaristia e ele nos é dado como alimento.
3. Os frutos da comunhão
A comunhão sustenta a vida espiritual de modo parecido a como o alimento material
mantém a vida do corpo. Concretamente, podemos assinalar estes frutos da comunhão sacramental:
• Acrescenta a união com Cristo, realmente presente no sacramento.
• Aumenta a graça e as virtudes em quem comunga dignamente.
• Nos afasta do pecado: purifica dos pecados veniais, das faltas e negligências, porque acende a caridade.
• Fortalece a unidade da Igreja, Corpo Místico de Cristo.
• Cristo, na Eucaristia, nos dá o penhor da glória futura.
4. Disposições para comungar bem
As disposições exigidas para receber dignamente a Cristo, na comunhão são:
a) Estar na graça de Deus, quer dizer, limpos do pecado mortal. Ninguém pode aproximar-se para comungar, por muito arrependido que pareça estar, se antes não tiver confessado os pecados mortais. O pecado venial não impede a comunhão, mas é lógico que tenhamos desejos de receber a Jesus com a alma muito limpa; por isso a Igreja aconselha a que se confesse com freqüência, ainda que não tenhamos pecados mortais. Se alguém se aproximasse para comungar em pecado mortal, cometeria um sacrilégio.
b) Guardar o jejum eucarístico, que supõe não ter comido nem bebido desde uma hora antes de comungar; a água e os medicamentos não quebram o jejum. Os anciãos e enfermos – e aqueles que cuidam deles – podem comungar ainda que não tenha passado uma hora depois de ter tomado algo.
c) Saber a quem se recebe. Posto que se recebe o mesmo Cristo neste sacramento, não podemos aproximar-nos para comungar desconsideradamente, ou por mera rotina, ou para que nos vejam. Temos de faze-lo para corresponder ao desejo de Jesus e para encontrar na comunhão um remédio para a nossa fraqueza.
Até na compostura externa deve manifestar-se a piedade e o respeito com que nos
aproximamos para receber o Senhor. Comunga-se de joelhos ou de pé, segundo tenha sido determinado pela Hierarquia da Igreja e o peça a devoção de cada um. Comungando-se de pé, antes de comungar, ao aproximar-nos do sacerdote, deve-se fazer uma inclinação do corpo. O sacerdote diz: “O Corpo de Cristo” e o comungante responde: “Amém”. Se comungar diretamente na boca, abre-se então a boca e estende-se a língua, para que o sacerdote possa colocar a sagrada comunhão. Se comungar nas mãos, coloca-se a mão direita embaixo da mão esquerda. O sacerdote deposita a sagrada comunhão na mão esquerda. Então, na frente do sacerdote, sem mover-se, o comungante toma, com a mão direita a sagrada comunhão e leva-a à própria boca.
5. A ação de graças na comunhão
Jesus permanece na Eucaristia por amor a nós. A melhor maneira de recebe-lo será
realizar uma boa preparação antes de comungar e, conscientes do dom recebido, dar graças não só no momento da comunhão, mas durante todo o dia. Depois de comungar, ficamos na Igreja dando graças, ao menos por uns minutos.
6. Obrigação de comungar e necessidade da comunhão freqüente
Comungar realmente não é necessário para salvar-se; se um recém nascido morre, se
salva. Mas Jesus Cristo disse “Se não comeis a carne do Filho do Homem e não bebeis seu sangue, não tereis a vida em vós” (João 6,53). Em correspondência a estas palavras, a Igreja nos ordena em seu terceiro mandamento que, ao menos uma vez no ano, por ocasião da Páscoa da Ressurreição, todo cristão com uso da razão deve receber a Eucaristia. Também existe a obrigação de comungar quando se está em perigo de morte; neste caso a comunhão é recebida como “Viático”, que significa preparação para a “viagem” da vida eterna.
Isto é o mínimo, e o preceito deve ser bem entendido; daí que a Igreja exorte a receber ao Senhor com freqüência, até diariamente. Se algum dia não podemos comungar, é bom fazer uma comunhão espiritual, expressando o desejo que temos de receber o Senhor sacramentalmente.
7. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
• Fazer o firme propósito de receber sempre a Sagrada Comunhão com as devidas disposições.
• Ao terminar a Santa Missa, permanecer uns momentos agradecendo a Jesus.
• Repetir muitas vezes durante o dia, a Comunhão Espiritual.
fonte: catecismo da igreja católica
INTRODUÇÃO:
Os primeiros cristãos encontravam a razão de seu heroísmo na Eucaristia. A Comunhão dava-lhes alento e fortaleza para defender sua fé até o martírio.
Tarcísio foi um menino que levava a Eucaristia aos que estavam encarcerados por causa de sua fé. Um dia, no caminho, encontrou com seus companheiros de brincadeiras, que eram pagãos. Estes, convidaram-no para brincar, mas Tarcísio não podia faze-lo, pois levava o Senhor, na Eucaristia. Como sabiam que era cristão, e, dando-se conta que escondia alguma coisa, atacaram-no violentamente, enquanto Tarcísio defendia o tesouro que carregava consigo. Neste momento passou um soldado, que levou Tarcísio para, mesmo gravemente ferido, para ser encarcerado. No cárcere, disse aos demais prisioneiros cristãos que lhes trazia a Comunhão. Assim, puderam comungar aqueles que, no dia seguinte morreriam como mártires. Tarcísio morreu antes, também como mártir da Eucaristia. É com esta fé, com este respeito e amor que os primeiros cristãos tratavam a Eucaristia.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. O sacrifício eucarístico e a comunhão
O sacrifício eucarístico ou Santa Missa é memorial sacrifical que perpetua o sacrifício da
cruz oferecido ao Pai, e banquete sagrado de comunhão no Corpo e Sangue do Senhor; a celebração eucarística está também orientada à união íntima dos fiéis com Cristo por meio da comunhão. Comungar é receber a Cristo mesmo que se oferece por nós. Cristo, pois, se oferece ao Pai e se dá aos homens.
2. Jesus Cristo instituiu a Eucaristia como alimento para as nossas almas
Jesus prometeu aos Apóstolos em Cafarnaúm que daria para comer sua carne para a vida
do mundo e para se obter a vida eterna: “Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia. Pois minha carne é verdadeira comida e meu sangue verdadeira bebida: o que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (João 6,54-56).
Na última Ceia cumpriu-se a promessa e o Senhor instituiu a Eucaristia: “Tomai e comei; isto é o meu Corpo” (Mateus 26,26). É a afirmação clara de que o Corpo do Senhor está na realmente na Eucaristia e ele nos é dado como alimento.
3. Os frutos da comunhão
A comunhão sustenta a vida espiritual de modo parecido a como o alimento material
mantém a vida do corpo. Concretamente, podemos assinalar estes frutos da comunhão sacramental:
• Acrescenta a união com Cristo, realmente presente no sacramento.
• Aumenta a graça e as virtudes em quem comunga dignamente.
• Nos afasta do pecado: purifica dos pecados veniais, das faltas e negligências, porque acende a caridade.
• Fortalece a unidade da Igreja, Corpo Místico de Cristo.
• Cristo, na Eucaristia, nos dá o penhor da glória futura.
4. Disposições para comungar bem
As disposições exigidas para receber dignamente a Cristo, na comunhão são:
a) Estar na graça de Deus, quer dizer, limpos do pecado mortal. Ninguém pode aproximar-se para comungar, por muito arrependido que pareça estar, se antes não tiver confessado os pecados mortais. O pecado venial não impede a comunhão, mas é lógico que tenhamos desejos de receber a Jesus com a alma muito limpa; por isso a Igreja aconselha a que se confesse com freqüência, ainda que não tenhamos pecados mortais. Se alguém se aproximasse para comungar em pecado mortal, cometeria um sacrilégio.
b) Guardar o jejum eucarístico, que supõe não ter comido nem bebido desde uma hora antes de comungar; a água e os medicamentos não quebram o jejum. Os anciãos e enfermos – e aqueles que cuidam deles – podem comungar ainda que não tenha passado uma hora depois de ter tomado algo.
c) Saber a quem se recebe. Posto que se recebe o mesmo Cristo neste sacramento, não podemos aproximar-nos para comungar desconsideradamente, ou por mera rotina, ou para que nos vejam. Temos de faze-lo para corresponder ao desejo de Jesus e para encontrar na comunhão um remédio para a nossa fraqueza.
Até na compostura externa deve manifestar-se a piedade e o respeito com que nos
aproximamos para receber o Senhor. Comunga-se de joelhos ou de pé, segundo tenha sido determinado pela Hierarquia da Igreja e o peça a devoção de cada um. Comungando-se de pé, antes de comungar, ao aproximar-nos do sacerdote, deve-se fazer uma inclinação do corpo. O sacerdote diz: “O Corpo de Cristo” e o comungante responde: “Amém”. Se comungar diretamente na boca, abre-se então a boca e estende-se a língua, para que o sacerdote possa colocar a sagrada comunhão. Se comungar nas mãos, coloca-se a mão direita embaixo da mão esquerda. O sacerdote deposita a sagrada comunhão na mão esquerda. Então, na frente do sacerdote, sem mover-se, o comungante toma, com a mão direita a sagrada comunhão e leva-a à própria boca.
5. A ação de graças na comunhão
Jesus permanece na Eucaristia por amor a nós. A melhor maneira de recebe-lo será
realizar uma boa preparação antes de comungar e, conscientes do dom recebido, dar graças não só no momento da comunhão, mas durante todo o dia. Depois de comungar, ficamos na Igreja dando graças, ao menos por uns minutos.
6. Obrigação de comungar e necessidade da comunhão freqüente
Comungar realmente não é necessário para salvar-se; se um recém nascido morre, se
salva. Mas Jesus Cristo disse “Se não comeis a carne do Filho do Homem e não bebeis seu sangue, não tereis a vida em vós” (João 6,53). Em correspondência a estas palavras, a Igreja nos ordena em seu terceiro mandamento que, ao menos uma vez no ano, por ocasião da Páscoa da Ressurreição, todo cristão com uso da razão deve receber a Eucaristia. Também existe a obrigação de comungar quando se está em perigo de morte; neste caso a comunhão é recebida como “Viático”, que significa preparação para a “viagem” da vida eterna.
Isto é o mínimo, e o preceito deve ser bem entendido; daí que a Igreja exorte a receber ao Senhor com freqüência, até diariamente. Se algum dia não podemos comungar, é bom fazer uma comunhão espiritual, expressando o desejo que temos de receber o Senhor sacramentalmente.
7. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
• Fazer o firme propósito de receber sempre a Sagrada Comunhão com as devidas disposições.
• Ao terminar a Santa Missa, permanecer uns momentos agradecendo a Jesus.
• Repetir muitas vezes durante o dia, a Comunhão Espiritual.
COMUNHÃO ESPIRITUAL:
“Eu quisera, Senhor, receber-Vos
com aquela pureza, humildade e devoção
com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe,
com o espírito e o fervor dos santos.”
fonte: catecismo da igreja católica
SACRAMENTO DA EUCARISTIA (CONTINUAÇÃO)
JESUS ESTÁ REALMENTE PRESENTE NA EUCARISTIA
INTRODUÇÃO:
Sabemos que Cristo morreu, ressuscitou e subiu ao céu, onde está sentado à direita do Pai e intercede por nós. Mas está presente também em sua Igreja de muitas maneiras: em sua Palavra, na oração, nos pobres, nos enfermos, nos sacramentos...; e está presente sobretudo sob as espécies sacramentais do pão e do vinho, que contém o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, como ensina a fé.
Este mistério se entende melhor com o coração, porque é fruto do Amor do Senhor para conosco. Tinha Ele que ir, mas queria ficar conosco, e o que para os homens é impossível, pode Deus fazer; o Senhor ficou realmente presente na Eucaristia com seu Corpo, seu Sangue, Alma e Divindade. Na Eucaristia está contido o verdadeiro Corpo de Jesus Cristo, o mesmo que nasceu da Virgem e está sentado à direita de Deus Pai. Desde o princípio, os cristãos creram nesta verdade.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. Na Eucaristia está presente o mesmo Jesus Cristo
Ainda que a fé da Igreja tenha sido sempre a mesma, a doutrina foi-se desenvolvendo e o
Concílio de Trento afirma que na Santíssima Eucaristia estão contidos verdadeira, real e substancialmente o corpo e o sangue junto com a alma e a divindade de nosso Senhor Jesus Cristo, e, por conseqüência, Cristo inteiro. É o que se conhece como presença real de Cristo no sacramento da Eucaristia. Chama-se real não a título exclusivo, como se as outras presenças não fossem reais, mas por excelência, porque é substancial e por ela Cristo, Deus e homem, se faz totalmente presente, como explica Paulo VI. Esta luz que arde dia e noite junto ao Sacrário nos recorda que Jesus está ali, realmente presente.
2. A transubstanciação
Ante a realidade sobrenatural do mistério eucarístico –a presença real de Cristo sob os
véus do pão e do vinho- é inevitável a pergunta: O que aconteceu? Porque antes era pão e vinho, e quando o sacerdote diz: “Isto é o meu corpo”, “Este é o cálice do meu sangue”, aquilo é o Corpo e o Sangue de Cristo. É o que nos diz a fé, e a palavra de Deus não pode falhar. Efetivamente, pelo poder divino outorgado ao sacerdote produziu-se uma mudança, uma conversão – e conversão de substâncias, porque as aparências externas não mudaram -, razão pela que, o que era substância de pão se converteu na substância de Cristo, no Corpo de Cristo e o que era substância de vinho se converteu na substância de Cristo, no Sangue de Cristo.
Esta admirável e singular conversão é o que se conhece com o nome de
transubstanciação, ou mudança de substância. É um mistério excepcional que a razão humana não tem condições de compreender, mas que Deus pode realizar por meio de seu ministro, o sacerdote.
3. Jesus Cristo está realmente presente nas formas consagradas e em cada uma de suas partes
Quando o sacerdote consagra muitas formas cremos que Jesus Cristo está realmente
presente em todas e cada uma delas. Também cremos que, se uma forma se parte em diversos pedaços, Jesus Cristo está todo inteiro em cada um deles. Por isso o sacerdote recolhe cuidadosamente as partículas das hóstias consagradas, ainda que sejam muito pequenas, como é indicado na Ordenação Geral do Missal Romano. O Senhor ficou entre nós por amor, e é com amor que haveremos de trata-lo.
4. Os cristãos devem manifestar fé e amor para com a Eucaristia
A crença nestas verdades de nossa fé tem levado a Igreja a render culto de adoração ao
Santíssimo Sacramento. Este culto à Sagrada Eucaristia foi vivenciado sempre pelo povo cristão através de muitas devoções eucarísticas:
• A quinta-feira santa, em que celebramos a instituição da Eucaristia e especialmente do sacrifício da Missa.
• A festa de Corpus Christi, que celebra a presença real de Jesus Cristo, e o Santíssimo Sacramento é levado solenemente em procissão pelas ruas da cidade.
• A exposição e benção com o Santíssimo Sacramento, passando um momento com o Senhor sacramentado em intimidade de adoração e sincero agradecimento.
• As visitas ao Sacrário, por parte dos fiéis para acompanha-lo.
E tantas outras orações que alimentam a piedade eucarística: comunhões
espirituais, o hino Adoro Te devote, as orações para antes e depois de comungar, etc.. Guiados pela fé, é um detalhe de nobreza humana oferecer a Jesus no Sacrário coisas dignas: que o Sacrário seja de qualidade, cuidar dos vasos sagrados, esmerar-se na limpeza; mas sobretudo, o respeito e a adoração: a genuflexão bem feita diante do Sacrário, acudir com freqüência a visitar o Senhor – ao menos com o pensamento e o desejo -, atualizar a fé na Eucaristia ao passar por uma Igreja, etc...
5. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
• Propor-se a fazer cada dia uma visita ao Santíssimo no Sacrário da Igreja.
• Ao entrar na Igreja, ir sempre, primeiramente, saudar o Senhor, no Sacrário.
INTRODUÇÃO:
Sabemos que Cristo morreu, ressuscitou e subiu ao céu, onde está sentado à direita do Pai e intercede por nós. Mas está presente também em sua Igreja de muitas maneiras: em sua Palavra, na oração, nos pobres, nos enfermos, nos sacramentos...; e está presente sobretudo sob as espécies sacramentais do pão e do vinho, que contém o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, como ensina a fé.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. Na Eucaristia está presente o mesmo Jesus Cristo
Ainda que a fé da Igreja tenha sido sempre a mesma, a doutrina foi-se desenvolvendo e o
Concílio de Trento afirma que na Santíssima Eucaristia estão contidos verdadeira, real e substancialmente o corpo e o sangue junto com a alma e a divindade de nosso Senhor Jesus Cristo, e, por conseqüência, Cristo inteiro. É o que se conhece como presença real de Cristo no sacramento da Eucaristia. Chama-se real não a título exclusivo, como se as outras presenças não fossem reais, mas por excelência, porque é substancial e por ela Cristo, Deus e homem, se faz totalmente presente, como explica Paulo VI. Esta luz que arde dia e noite junto ao Sacrário nos recorda que Jesus está ali, realmente presente.
2. A transubstanciação
Ante a realidade sobrenatural do mistério eucarístico –a presença real de Cristo sob os
véus do pão e do vinho- é inevitável a pergunta: O que aconteceu? Porque antes era pão e vinho, e quando o sacerdote diz: “Isto é o meu corpo”, “Este é o cálice do meu sangue”, aquilo é o Corpo e o Sangue de Cristo. É o que nos diz a fé, e a palavra de Deus não pode falhar. Efetivamente, pelo poder divino outorgado ao sacerdote produziu-se uma mudança, uma conversão – e conversão de substâncias, porque as aparências externas não mudaram -, razão pela que, o que era substância de pão se converteu na substância de Cristo, no Corpo de Cristo e o que era substância de vinho se converteu na substância de Cristo, no Sangue de Cristo.
Esta admirável e singular conversão é o que se conhece com o nome de
transubstanciação, ou mudança de substância. É um mistério excepcional que a razão humana não tem condições de compreender, mas que Deus pode realizar por meio de seu ministro, o sacerdote.
3. Jesus Cristo está realmente presente nas formas consagradas e em cada uma de suas partes
Quando o sacerdote consagra muitas formas cremos que Jesus Cristo está realmente
presente em todas e cada uma delas. Também cremos que, se uma forma se parte em diversos pedaços, Jesus Cristo está todo inteiro em cada um deles. Por isso o sacerdote recolhe cuidadosamente as partículas das hóstias consagradas, ainda que sejam muito pequenas, como é indicado na Ordenação Geral do Missal Romano. O Senhor ficou entre nós por amor, e é com amor que haveremos de trata-lo.
4. Os cristãos devem manifestar fé e amor para com a Eucaristia
A crença nestas verdades de nossa fé tem levado a Igreja a render culto de adoração ao
Santíssimo Sacramento. Este culto à Sagrada Eucaristia foi vivenciado sempre pelo povo cristão através de muitas devoções eucarísticas:
• A quinta-feira santa, em que celebramos a instituição da Eucaristia e especialmente do sacrifício da Missa.
• A festa de Corpus Christi, que celebra a presença real de Jesus Cristo, e o Santíssimo Sacramento é levado solenemente em procissão pelas ruas da cidade.
• A exposição e benção com o Santíssimo Sacramento, passando um momento com o Senhor sacramentado em intimidade de adoração e sincero agradecimento.
• As visitas ao Sacrário, por parte dos fiéis para acompanha-lo.
E tantas outras orações que alimentam a piedade eucarística: comunhões
espirituais, o hino Adoro Te devote, as orações para antes e depois de comungar, etc.. Guiados pela fé, é um detalhe de nobreza humana oferecer a Jesus no Sacrário coisas dignas: que o Sacrário seja de qualidade, cuidar dos vasos sagrados, esmerar-se na limpeza; mas sobretudo, o respeito e a adoração: a genuflexão bem feita diante do Sacrário, acudir com freqüência a visitar o Senhor – ao menos com o pensamento e o desejo -, atualizar a fé na Eucaristia ao passar por uma Igreja, etc...
5. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
• Propor-se a fazer cada dia uma visita ao Santíssimo no Sacrário da Igreja.
• Ao entrar na Igreja, ir sempre, primeiramente, saudar o Senhor, no Sacrário.
SACRAMENTO DA EUCARISTIA
“A EUCARÍSTIA, MISTÉRIO DE FÉ E AMOR”
INTRODUÇÃO:
Com o sacramento da Eucaristia culmina a iniciação cristã; em realidade culmina a inteira vida sobrenatural –particular e comunitária ou da Igreja como tal-, porque é o “sacramento dos sacramentos”, o mais importante de todos, já que contém a graça de Deus –como os demais sacramentos- e o autor da graça, Jesus Cristo Nosso Senhor. Não é pelos sentidos que o sabemos, mas pela fé, que se apóia no testemunho de Deus: “Isto é o meu Corpo, que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim” (Lucas 22,19). São palavras de Jesus a seus Apóstolos na última Ceia, ao deixar-lhes a Eucaristia como presente de seu poder e de seu amor infinitos. Nós cremos firmemente, assim como os Apóstolos que estavam presentes naquele momento, na Ceia.
O Concílio Vaticano II exorta à piedade e ao recolhimento cada vez mais profundo com a Eucaristia, quando ensina que é “fonte e cume de toda a vida cristã” e que, “participando do sacrifício eucarístico, os fiéis oferecem a Deus a Vítima divina e se oferecem a si mesmos juntamente com ela” (Lumen Gentium, 11).
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. A Eucaristia, fonte e cume da vida da Igreja
A Eucaristia é o coração da Igreja; para destacar esta idéia, o Concílio Vaticano II serve-se
desta frase –que não é enfática, mas justa- dizendo que aí esta a “fonte e o cume da vida cristã”. Como diz também que “a Sagrada Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, quer dizer, o mesmo Cristo”. Esta é a razão de que “os demais sacramentos, como também todos os ministérios eclesiais e as obras de apostolado estão unidos à Eucaristia e a ela se ordenam” (Presbyterorum ordinis, 5).
2. Os diversos nomes deste sacramento
A riqueza inesgotável da Eucaristia se expressa mediante os distintos nomes que recebe.
Cada um evoca algum aspecto de seu conteúdo ou a circunstância do momento da instituição. É chamada:
• Eucaristia, que significa ação de graças a Deus;
• Banquete do Senhor, porque Cristo a instituiu na quinta-feira feira santa, na última Ceia;
• Santo Sacrifício, porque atualiza o único sacrifício de Cristo na cruz;
• Comunhão, porque nos unimos ao mesmo Cristo recebendo seu Corpo e seu Sangue;
• Santa Missa, porque quando os fiéis, ao terminar a liturgia eucarística, são enviados (“missio”) para que cumpram a vontade de Deus em sua vida ordinária.
3. A instituição da Eucaristia
Jesus Cristo instituiu a Eucaristia na quinta-feira santa, na ultima Ceia. Tinha já anunciado
aos discípulos em Cafarnaum (cf. João, 6) que lhes daria seu corpo e sangue como alimento, como também vinha preparando a fé dos seus com argumentos incontestáveis: o milagre de Caná –convertendo a água em vinho- e a multiplicação dos pães, que manifestavam o poder de Jesus Cristo. Assim, ao escutar na última Ceia: Isto é o meu corpo (Lucas 22,19), tinham o firme convencimento de que era como Jesus dizia; assim como a água tinha sido convertida em vinho por meio de sua palavra onipotente e os pãezinhos se multiplicaram até saciar a fome de uma grande multidão.
4. A celebração litúrgica da Eucaristia
Os Apóstolos receberam um encargo do Senhor: “Fazei isto em memória de mim” (Lucas
22,19), e a Igreja não cessou mais de realizar estas palavras na celebração litúrgica, que não é uma mera recordação, mas atualização real do memorial de Cristo: de sua vida, de sua morte, de sua ressurreição e de sua intercessão mediadora junto ao Pai, que se realiza na Eucaristia. Desde meados do século II, e segundo o relato do mártir São Justino, temos atestadas as grandes linhas da celebração eucarística, que permaneceram invariáveis até os nossos dias.
5. A Eucaristia, renovação não cruenta do sacrifício da cruz
Jesus Cristo ofereceu a Deus Pai o sacrifício de sua própria vida morrendo na cruz. Foi um
autêntico sacrifício com o qual nos redimiu de nossos pecados, superando todas as ofensas que a humanidade tenha feito ou poderia fazer, porque seu sacrifício na cruz é de valor infinito.
Mas, ainda que o valor do sacrifício de Cristo tenha sido infinito e único, o Senhor quis que se perpetuasse –se fizesse presente- para aplicar os méritos da redenção; por isso, antes de morrer, consagrou o pão e o vinho e ordenou aos Apóstolos: “Fazei isto em memória de mim”. Desta maneira, os fez sacerdotes do Novo Testamento para que, com seu poder e em sua pessoa, oferecessem continuamente a Deus o sacrifício visível da Igreja.
Jesus Cristo instituiu a Missa não para perpetuar a Ceia, mas sim o sacrifício da cruz. Assim, a Missa renova de forma não cruenta (sem outro derramamento do sangue de Cristo) o mesmo sacrifício do Calvário; e a Eucaristia é igualmente, sacrifício da Igreja, pois, sendo a Igreja o Corpo de Cristo, participa da oferenda de sua Cabeça, que é Cristo.
6. O sacrifício da Missa e o da cruz são essencialmente um e o mesmo sacrifício
Entre a Missa e o sacrifício da cruz há uma identidade essencial, e algumas diferenças
acidentais:
• O Sacerdote é o mesmo Cristo, que no Calvário se ofereceu sozinho, enquanto que na Missa, o faz por meio do sacerdote.
• A Vítima é a mesma: Cristo, que no sacrifício da cruz se imolou de maneira cruenta, enquanto que na Missa o faz de modo não cruento. A presença de Cristo sob as espécies consagradas do pão e do vinho, que contém em separado seu Corpo e seu Sangue como espécies distintas, manifestam misticamente a separação do Corpo e do Sangue ocorrida na cruz.
• Na cruz, Cristo nos resgatou do pecado e ganhou, para nós, os méritos da salvação; na Missa, são-nos aplicados os méritos que Jesus ganhou então.
7. Os fins da Santa Missa
Os fins da Santa Missa são quatro:
• Adorar a Deus,
• Dar-Lhe graças,
• Pedir-lhe benefícios,
• Satisfazer por nossos pecados.
Podemos unir todo o nosso dia à Santa Missa, e viver ao longo dele com estes mesmos
sentimentos que Jesus teve na cruz.
8. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
• É preciso amar a Missa, de tal maneira que se procure dela participar sempre que possível, com uma participação consciente, ativa e frutuosa.
• Unir os pequenos sacrifícios de cada dia com o sacrifício de Cristo, que se renova na Eucaristia.
fonte: catecismo da igreja católica
INTRODUÇÃO:
Com o sacramento da Eucaristia culmina a iniciação cristã; em realidade culmina a inteira vida sobrenatural –particular e comunitária ou da Igreja como tal-, porque é o “sacramento dos sacramentos”, o mais importante de todos, já que contém a graça de Deus –como os demais sacramentos- e o autor da graça, Jesus Cristo Nosso Senhor. Não é pelos sentidos que o sabemos, mas pela fé, que se apóia no testemunho de Deus: “Isto é o meu Corpo, que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim” (Lucas 22,19). São palavras de Jesus a seus Apóstolos na última Ceia, ao deixar-lhes a Eucaristia como presente de seu poder e de seu amor infinitos. Nós cremos firmemente, assim como os Apóstolos que estavam presentes naquele momento, na Ceia.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. A Eucaristia, fonte e cume da vida da Igreja
A Eucaristia é o coração da Igreja; para destacar esta idéia, o Concílio Vaticano II serve-se
desta frase –que não é enfática, mas justa- dizendo que aí esta a “fonte e o cume da vida cristã”. Como diz também que “a Sagrada Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, quer dizer, o mesmo Cristo”. Esta é a razão de que “os demais sacramentos, como também todos os ministérios eclesiais e as obras de apostolado estão unidos à Eucaristia e a ela se ordenam” (Presbyterorum ordinis, 5).
2. Os diversos nomes deste sacramento
A riqueza inesgotável da Eucaristia se expressa mediante os distintos nomes que recebe.
Cada um evoca algum aspecto de seu conteúdo ou a circunstância do momento da instituição. É chamada:
• Eucaristia, que significa ação de graças a Deus;
• Banquete do Senhor, porque Cristo a instituiu na quinta-feira feira santa, na última Ceia;
• Santo Sacrifício, porque atualiza o único sacrifício de Cristo na cruz;
• Comunhão, porque nos unimos ao mesmo Cristo recebendo seu Corpo e seu Sangue;
• Santa Missa, porque quando os fiéis, ao terminar a liturgia eucarística, são enviados (“missio”) para que cumpram a vontade de Deus em sua vida ordinária.
3. A instituição da Eucaristia
Jesus Cristo instituiu a Eucaristia na quinta-feira santa, na ultima Ceia. Tinha já anunciado
aos discípulos em Cafarnaum (cf. João, 6) que lhes daria seu corpo e sangue como alimento, como também vinha preparando a fé dos seus com argumentos incontestáveis: o milagre de Caná –convertendo a água em vinho- e a multiplicação dos pães, que manifestavam o poder de Jesus Cristo. Assim, ao escutar na última Ceia: Isto é o meu corpo (Lucas 22,19), tinham o firme convencimento de que era como Jesus dizia; assim como a água tinha sido convertida em vinho por meio de sua palavra onipotente e os pãezinhos se multiplicaram até saciar a fome de uma grande multidão.
4. A celebração litúrgica da Eucaristia
Os Apóstolos receberam um encargo do Senhor: “Fazei isto em memória de mim” (Lucas
22,19), e a Igreja não cessou mais de realizar estas palavras na celebração litúrgica, que não é uma mera recordação, mas atualização real do memorial de Cristo: de sua vida, de sua morte, de sua ressurreição e de sua intercessão mediadora junto ao Pai, que se realiza na Eucaristia. Desde meados do século II, e segundo o relato do mártir São Justino, temos atestadas as grandes linhas da celebração eucarística, que permaneceram invariáveis até os nossos dias.
5. A Eucaristia, renovação não cruenta do sacrifício da cruz
Jesus Cristo ofereceu a Deus Pai o sacrifício de sua própria vida morrendo na cruz. Foi um
autêntico sacrifício com o qual nos redimiu de nossos pecados, superando todas as ofensas que a humanidade tenha feito ou poderia fazer, porque seu sacrifício na cruz é de valor infinito.
Mas, ainda que o valor do sacrifício de Cristo tenha sido infinito e único, o Senhor quis que se perpetuasse –se fizesse presente- para aplicar os méritos da redenção; por isso, antes de morrer, consagrou o pão e o vinho e ordenou aos Apóstolos: “Fazei isto em memória de mim”. Desta maneira, os fez sacerdotes do Novo Testamento para que, com seu poder e em sua pessoa, oferecessem continuamente a Deus o sacrifício visível da Igreja.
Jesus Cristo instituiu a Missa não para perpetuar a Ceia, mas sim o sacrifício da cruz. Assim, a Missa renova de forma não cruenta (sem outro derramamento do sangue de Cristo) o mesmo sacrifício do Calvário; e a Eucaristia é igualmente, sacrifício da Igreja, pois, sendo a Igreja o Corpo de Cristo, participa da oferenda de sua Cabeça, que é Cristo.
6. O sacrifício da Missa e o da cruz são essencialmente um e o mesmo sacrifício
Entre a Missa e o sacrifício da cruz há uma identidade essencial, e algumas diferenças
acidentais:
• O Sacerdote é o mesmo Cristo, que no Calvário se ofereceu sozinho, enquanto que na Missa, o faz por meio do sacerdote.
• A Vítima é a mesma: Cristo, que no sacrifício da cruz se imolou de maneira cruenta, enquanto que na Missa o faz de modo não cruento. A presença de Cristo sob as espécies consagradas do pão e do vinho, que contém em separado seu Corpo e seu Sangue como espécies distintas, manifestam misticamente a separação do Corpo e do Sangue ocorrida na cruz.
• Na cruz, Cristo nos resgatou do pecado e ganhou, para nós, os méritos da salvação; na Missa, são-nos aplicados os méritos que Jesus ganhou então.
7. Os fins da Santa Missa
Os fins da Santa Missa são quatro:
• Adorar a Deus,
• Dar-Lhe graças,
• Pedir-lhe benefícios,
• Satisfazer por nossos pecados.
Podemos unir todo o nosso dia à Santa Missa, e viver ao longo dele com estes mesmos
sentimentos que Jesus teve na cruz.
8. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
• É preciso amar a Missa, de tal maneira que se procure dela participar sempre que possível, com uma participação consciente, ativa e frutuosa.
• Unir os pequenos sacrifícios de cada dia com o sacrifício de Cristo, que se renova na Eucaristia.
fonte: catecismo da igreja católica
SACRAMENTO DO CRISMA
NA CONFIRMAÇÃO, SE RECEBE O ESPÍRITO SANTO”
INTRODUÇÃO:
De maneira semelhante, os fiéis recebem também a plenitude do Espírito Santo no sacramento da confirmação. Este tema pode servir para conhecer melhor a natureza e os efeitos do sacramento e, se ainda não foi recebido, para preparar-se bem com a vontade de recebe-lo o quanto antes.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. Os Apóstolos receberam a plenitude do Espírito Santo em Pentecostes; nós, na confirmação
Os Apóstolos já tinham recebido o Espírito Santo antes da ascensão do Senhor aos céus;
na tarde da ressurreição Jesus apareceu-lhes no Cenáculo, soprou sobre eles, dizendo: “Recebei o Espírito Santo” (João 20,22). Mas em Pentecostes encheram-se do Espírito Santo e de dons excepcionais (cf. Atos dos Apóstolos, 2, 1-4).
Também nós recebemos no Batismo o Espírito Santo junto com a graça, mas o Senhor instituiu o sacramento da confirmação que é necessário para a plenitude da graça batismal. A confirmação une mais intimamente à Igreja e enriquece com uma fortaleza especial do Espírito Santo; de forma que nos comprometemos muito mais, como autenticas testemunhas de Cristo, a estender e defender a fé cristã com nossas palavras e obras, a mostrar-nos perante os demais como verdadeiros discípulos de Cristo.
2. Efeitos do sacramento da confirmação
De maneira parecida ao que sucedeu aos Apóstolos no dia de Pentecostes, este
sacramento produz na alma estes frutos:
a) Aumenta a graça. A vida da graça que se recebe pela primeira vez no batismo adquire um novo empenho com a confirmação: há um crescimento e um aprofundamento da graça batismal.
b) Imprime caráter. A confirmação imprime uma marca espiritual indelével –o caráter-, para ser testemunhas de Cristo e colaboradores de seu Reino; por isso, só se pode receber este sacramento uma vez na vida.
c) Fortalece a fé. A palavra confirmação significa fortalecimento; com este sacramento nossa fé em Jesus Cristo fica fortalecida.
d) Nos faz testemunhas de Cristo. A confirmação nos dá forças para defender a fé e de nos defender-nos dos inimigos exteriores da nossa salvação: o demônio, o mau exemplo e inclusive as perseguições, abertas ou disfarçadas, que podem acontecer a nós, cristãos. Nos dá vigor para confessar com firmeza nossa fé sendo testemunhas de Cristo, colaborando na santificação do mundo e atuando como apóstolos onde vivemos e trabalhamos.
3. Ministro, sujeito, matéria e forma do sacramento da confirmação
Ministro ordinário deste sacramento é o Bispo; extraordinário, o presbítero que goza desta
faculdade pelo direito comum ou por concessão peculiar da autoridade competente; em perigo de morte, o pároco ou qualquer presbítero.
O sujeito é toda pessoa batizada que não tenha recebido este sacramento anteriormente. Para recebe-lo deve-se estar na graça de Deus, conhecer os principais mistérios da fé e acercar-se do sacramento reverência e devoção.
A matéria é a unção na fronte com o crisma (mistura de azeite e bálsamo consagrada pelo bispo), que se faz enquanto se impõe a mão. A unção significa um dos efeitos do sacramento: robustecer a fé.
A forma é constituída pelas palavras que pronuncia o ministro: “N. recebe por este sinal o Dom do Espírito Santo”. O crismando responde “Amém”.
4. Estimar muito a confirmação
Posto que a confirmação faz do fiel cristão uma testemunha de Jesus Cristo,
desenvolvendo e aperfeiçoando as graças recebidas no batismo, é preciso lutar por manter os frutos do sacramento. Só assim seremos fortes para confessar com inteireza a fé cristã. E o conseguiremos se acudirmos com freqüência aos sacramentos da penitência e da eucaristia.
Ordinariamente, a vida cristã se desenvolve em circunstâncias correntes e normais; só em circunstâncias extraordinárias, o Senhor pode nos pedir o heroísmo do martírio, derramando o sangue para confessar a fé em Jesus Cristo. Sem dúvida, o Senhor pede a todos o esforçar-se em pequenas lutas da vida diária: trato com os pais e irmãos, trabalho bem feito e oferecido a Deus, ajuda generosa e desinteressada aos companheiros, fidelidade à doutrina de Jesus Cristo e difusão da fé com o exemplo, a amizade e os bons conselhos.
5. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
• Alimentar o desejo de receber o sacramento da confirmação, caso não o tenha ainda recebido. Caso contrário, ser agradecido a Deus por este sacramento, dom do Espírito Santo.
• Procurar viver como verdadeiro cristão, com valentia, sem respeitos humanos, consciente de que a confirmação faz ao fiel “testemunha de Cristo”.
fonte: catecismo da igreja católica
INTRODUÇÃO:
Se fixarmos nossa atenção nos Apóstolos, antes e depois da vinda do Espírito Santo em Pentecostes, vamos observar algumas diferenças importantes: antes, tinham medo e agora pregam a palavra de Deus com decisão; os que eram incultos e ignorantes, depois falam dos mistérios de Deus e línguas estranhas. Esta mudança tão surpreendente é produzida porque, naquele dia, receberam a plenitude do Espírito Santo.
De maneira semelhante, os fiéis recebem também a plenitude do Espírito Santo no sacramento da confirmação. Este tema pode servir para conhecer melhor a natureza e os efeitos do sacramento e, se ainda não foi recebido, para preparar-se bem com a vontade de recebe-lo o quanto antes.IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. Os Apóstolos receberam a plenitude do Espírito Santo em Pentecostes; nós, na confirmação
Os Apóstolos já tinham recebido o Espírito Santo antes da ascensão do Senhor aos céus;
na tarde da ressurreição Jesus apareceu-lhes no Cenáculo, soprou sobre eles, dizendo: “Recebei o Espírito Santo” (João 20,22). Mas em Pentecostes encheram-se do Espírito Santo e de dons excepcionais (cf. Atos dos Apóstolos, 2, 1-4).
Também nós recebemos no Batismo o Espírito Santo junto com a graça, mas o Senhor instituiu o sacramento da confirmação que é necessário para a plenitude da graça batismal. A confirmação une mais intimamente à Igreja e enriquece com uma fortaleza especial do Espírito Santo; de forma que nos comprometemos muito mais, como autenticas testemunhas de Cristo, a estender e defender a fé cristã com nossas palavras e obras, a mostrar-nos perante os demais como verdadeiros discípulos de Cristo.
2. Efeitos do sacramento da confirmação
De maneira parecida ao que sucedeu aos Apóstolos no dia de Pentecostes, este
sacramento produz na alma estes frutos:
a) Aumenta a graça. A vida da graça que se recebe pela primeira vez no batismo adquire um novo empenho com a confirmação: há um crescimento e um aprofundamento da graça batismal.
b) Imprime caráter. A confirmação imprime uma marca espiritual indelével –o caráter-, para ser testemunhas de Cristo e colaboradores de seu Reino; por isso, só se pode receber este sacramento uma vez na vida.
c) Fortalece a fé. A palavra confirmação significa fortalecimento; com este sacramento nossa fé em Jesus Cristo fica fortalecida.
d) Nos faz testemunhas de Cristo. A confirmação nos dá forças para defender a fé e de nos defender-nos dos inimigos exteriores da nossa salvação: o demônio, o mau exemplo e inclusive as perseguições, abertas ou disfarçadas, que podem acontecer a nós, cristãos. Nos dá vigor para confessar com firmeza nossa fé sendo testemunhas de Cristo, colaborando na santificação do mundo e atuando como apóstolos onde vivemos e trabalhamos.
3. Ministro, sujeito, matéria e forma do sacramento da confirmação
Ministro ordinário deste sacramento é o Bispo; extraordinário, o presbítero que goza desta
faculdade pelo direito comum ou por concessão peculiar da autoridade competente; em perigo de morte, o pároco ou qualquer presbítero.
O sujeito é toda pessoa batizada que não tenha recebido este sacramento anteriormente. Para recebe-lo deve-se estar na graça de Deus, conhecer os principais mistérios da fé e acercar-se do sacramento reverência e devoção.
A matéria é a unção na fronte com o crisma (mistura de azeite e bálsamo consagrada pelo bispo), que se faz enquanto se impõe a mão. A unção significa um dos efeitos do sacramento: robustecer a fé.
A forma é constituída pelas palavras que pronuncia o ministro: “N. recebe por este sinal o Dom do Espírito Santo”. O crismando responde “Amém”.
4. Estimar muito a confirmação
Posto que a confirmação faz do fiel cristão uma testemunha de Jesus Cristo,
desenvolvendo e aperfeiçoando as graças recebidas no batismo, é preciso lutar por manter os frutos do sacramento. Só assim seremos fortes para confessar com inteireza a fé cristã. E o conseguiremos se acudirmos com freqüência aos sacramentos da penitência e da eucaristia.
Ordinariamente, a vida cristã se desenvolve em circunstâncias correntes e normais; só em circunstâncias extraordinárias, o Senhor pode nos pedir o heroísmo do martírio, derramando o sangue para confessar a fé em Jesus Cristo. Sem dúvida, o Senhor pede a todos o esforçar-se em pequenas lutas da vida diária: trato com os pais e irmãos, trabalho bem feito e oferecido a Deus, ajuda generosa e desinteressada aos companheiros, fidelidade à doutrina de Jesus Cristo e difusão da fé com o exemplo, a amizade e os bons conselhos.
5. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
• Alimentar o desejo de receber o sacramento da confirmação, caso não o tenha ainda recebido. Caso contrário, ser agradecido a Deus por este sacramento, dom do Espírito Santo.
• Procurar viver como verdadeiro cristão, com valentia, sem respeitos humanos, consciente de que a confirmação faz ao fiel “testemunha de Cristo”.
fonte: catecismo da igreja católica
SACRAMENTO DO BATISMO
O BATISMO FAZ FILHOS DE DEUS E MEMBROS DA IGREJA”
INTRODUÇÃO:
“Depois de oitenta anos de paganismo, um ancião encontrou a luz da fé, se converteu e recebeu o batismo. Dois anos depois caiu gravemente enfermo; todos se deram conta de que tinha chegado para ele o momento da morte. Alguém lhe perguntou quantos anos tinha, e respondeu: Tenho só dois anos de vida. Ninguém encontrava explicação para sua resposta, mas o ancião acrescentou: Não é assim tão difícil de se entender, pois comecei a viver ao receber o batismo; minha vida antes disso é como se não existisse”.
Este testemunho pode servir-nos para a introdução ao estudo do batismo, “sacramento da fé”, “porta dos sacramentos”, ou “porta da Igreja”, como é chamado desde o início da Igreja, e para que saibamos dar a devida importância ao fato de termos sido batizados.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. Os sacramentos da iniciação cristã
Já sabemos que os sacramentos da iniciação cristã são: o Batismo, que é o início da vida em Cristo;
a Confirmação, que dá fortaleza e plenitude a esta vida, e a Eucaristia, que nos alimenta com o Corpo e o Sangue de Cristo para nos unir a Ele, transformando-nos até nos identificar-nos com Ele.
2. Sentido do batismo
São Paulo explica que pelo batismo morremos ao pecado e ressuscitamos para a vida nova da graça
(cf. Romanos 6,3-11). Esta realidade se entende mais facilmente quando o sacramento é administrado por imersão, que é o entrar e o sair da água, significando a morte e a ressurreição do Senhor.
De fato, todos nascemos com o pecado herdado de nossos primeiros pais, e como conseqüência, privados da graça; mas Cristo nos livrou com sua morte e ressurreição. Sua morte nos limpa do pecado e nos faz morrer ao pecado; sua ressurreição nos faz renascer e viver a vida nova de Cristo. O batismo é o sacramento que aplica a cada batizado os frutos da Redenção, para que morramos ao pecado e ressuscitemos para a vida sobrenatural da graça.
3. O que é o batismo
Quando Cristo enviou a seus Apóstolos por todo o mundo, disse-lhes: “Ide, pois,e fazei discípulos a
todas as gentes, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mateus 28,19). “O que crer e for batizado, será salvo; mas o que não crer, será condenado” (Marcos 16,16).
O batismo é o sacramento instituído por Jesus Cristo, que nos faz seus discípulos e nos regenera para a vida da graça, mediante a ablução com água natural e a invocação das três Pessoas divinas. O batismo é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no espírito e a porta que abre o acesso aos outros sacramentos.
A matéria deste sacramento é a ablução com água natural, e a forma são as palavras: “Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.
4. Os efeitos do batismo
a) Apaga o pecado original. O batismo perdoa e destrói o pecado original com o qual nascemos todos; quando aquele que é batizado é adulto, apaga também todos os pecados pessoais assim como a pena por eles devida, de tal maneira que se o recém batizado morresse, iria diretamente para o céu.
b) Infunde a graça santificante. Pelo sacramento do batismo Deus infunde na alma a graça santificante –que é uma participação na natureza divina- , junto com as virtudes teologais e os dons do Espírito Santo. Com estes dons a alma faz-se dócil e pronta aos impulsos do Espírito Santo. Pela graça, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo estabelecem sua morada na alma, que é templo do Espírito Santo.
c) Confere caráter sacramental. O outro efeito do batismo é o caráter, ou seja, certo sinal espiritual e indelével, que explica o fato de que este sacramento só possa ser recebido uma vez. O caráter batismal configura a Cristo, dá uma participação em seu sacerdócio, capacita para continuar no mundo sua missão como fiéis discípulos seus, e nos distingue dos infiéis.
d) Incorpora a Jesus Cristo. Tanto a graça como o caráter são efeitos sobrenaturais do batismo, que nos unem a Cristo como se unem os membros do corpo com a cabeça. Cristo é nossa Cabeça e o caráter nos vincula a Ele para sempre, enquanto que a graça nos faz membros vivos.
e) Incorpora à Igreja. Pelo batismo nos convertemos em membros da Igreja, com direito a participar na Sagrada Eucaristia e a receber os demais sacramentos; sem ser batizado não se pode receber nenhum outro sacramento. A Igreja é o Corpo Místico de Cristo, e o batismo nos incorpora a Cristo, que é a Cabeça, e a seu Corpo, que é a Igreja.
5. Necessidade do batismo
O batismo é absolutamente necessário para a salvação, como declarou Nosso Senhor a Nicodemos:
“Em verdade, em verdade te digo, que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino dos céus” (João 3,5). Quando não é possível receber o sacramento do batismo, pode-se alcançar a graça para salvar-se pelo chamado batismo de desejo –um ato de perfeito amor a Deus, ou a contrição dos pecados com o voto explícito ou implícito do sacramento- e pelo batismo de sangue ou martírio, que é dar a vida por Cristo.
Posto que as crianças nascem já com a natureza humana decaída e manchada pelo pecado original, é necessário que recebam o batismo. A pura gratuidade da graça da salvação se manifesta particularmente no batismo das crianças. Portanto, a Igreja e os pais privariam as crianças da graça inestimável de ser filhos de Deus, se não administrassem o batismo pouco depois do nascimento; assim se entende a necessidade de batizar as crianças o quanto antes. É o maior presente que se lhes pode dar, já que desde este momento são “para sempre membros de Cristo, sacerdote, profeta e rei” (Ritual do Batismo).
Em relação às crianças mortas sem o batismo, a Igreja convida a ter confiança na misericórdia divina e a rezar por sua salvação.
6. Quem pode administrar o batismo
Normalmente, quem batiza é o pároco ou outro sacerdote ou diácono, com a permissão do pároco,
mas em caso de necessidade qualquer pessoa pode faze-lo. Dada a importância e a necessidade do batismo, Deus deu todas as facilidades na administração deste sacramento; e assim, inclusive, uma pessoa não batizada, com tal que tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja e o faça corretamente, batiza de verdade. A razão está em que sempre é Cristo quem batiza, como observa Santo Agostinho: “Batiza Pedro? Cristo batiza. Batiza João? Cristo batiza. Batiza Judas? Cristo batiza”.
7. Modo de administrar o batismo
Ao administrar o batismo se derrama água natural sobre a cabeça dizendo, com intenção de batizar:
“ Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Na cerimônia do batismo existem diversos ritos, mas o essencial é o que já dissemos: derramar a água e, ao mesmo tempo, pronunciar as palavras.
8. Obrigações que o batismo impõe
Quando o batismo é administrado a crianças, respondem pelo neófito seus pais e padrinhos; mas o
cristão adulto –sabedor dos efeitos do sacramento na alma- deve responder por si mesmo e estar firmemente disposto a viver como batizado. Esta resposta pode se concretizar em fazer atos explícitos de fé (recitando o Credo, por exemplo), propondo-se a guardar a Lei de Jesus Cristo e de sua Igreja e renunciando para sempre ao demônio e às suas obras, como se faz na Vigília Pascal, ao renovar as promessas do batismo.
9. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
· Agradecer a Deus o dom do batismo. Inteirar-se do dia em que foi batizado, e celebra-lo.
· Nunca esquecer que o batismo impõe a exigência cristã de conservar a fé e crescer na vida da graça, cumprindo fielmente os mandamentos da lei de Deus e os da Igreja.
INTRODUÇÃO:
“Depois de oitenta anos de paganismo, um ancião encontrou a luz da fé, se converteu e recebeu o batismo. Dois anos depois caiu gravemente enfermo; todos se deram conta de que tinha chegado para ele o momento da morte. Alguém lhe perguntou quantos anos tinha, e respondeu: Tenho só dois anos de vida. Ninguém encontrava explicação para sua resposta, mas o ancião acrescentou: Não é assim tão difícil de se entender, pois comecei a viver ao receber o batismo; minha vida antes disso é como se não existisse”.

Este testemunho pode servir-nos para a introdução ao estudo do batismo, “sacramento da fé”, “porta dos sacramentos”, ou “porta da Igreja”, como é chamado desde o início da Igreja, e para que saibamos dar a devida importância ao fato de termos sido batizados.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. Os sacramentos da iniciação cristã
Já sabemos que os sacramentos da iniciação cristã são: o Batismo, que é o início da vida em Cristo;
a Confirmação, que dá fortaleza e plenitude a esta vida, e a Eucaristia, que nos alimenta com o Corpo e o Sangue de Cristo para nos unir a Ele, transformando-nos até nos identificar-nos com Ele.
2. Sentido do batismo
São Paulo explica que pelo batismo morremos ao pecado e ressuscitamos para a vida nova da graça
(cf. Romanos 6,3-11). Esta realidade se entende mais facilmente quando o sacramento é administrado por imersão, que é o entrar e o sair da água, significando a morte e a ressurreição do Senhor.
De fato, todos nascemos com o pecado herdado de nossos primeiros pais, e como conseqüência, privados da graça; mas Cristo nos livrou com sua morte e ressurreição. Sua morte nos limpa do pecado e nos faz morrer ao pecado; sua ressurreição nos faz renascer e viver a vida nova de Cristo. O batismo é o sacramento que aplica a cada batizado os frutos da Redenção, para que morramos ao pecado e ressuscitemos para a vida sobrenatural da graça.
3. O que é o batismo
Quando Cristo enviou a seus Apóstolos por todo o mundo, disse-lhes: “Ide, pois,e fazei discípulos a
todas as gentes, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mateus 28,19). “O que crer e for batizado, será salvo; mas o que não crer, será condenado” (Marcos 16,16).
O batismo é o sacramento instituído por Jesus Cristo, que nos faz seus discípulos e nos regenera para a vida da graça, mediante a ablução com água natural e a invocação das três Pessoas divinas. O batismo é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no espírito e a porta que abre o acesso aos outros sacramentos.
A matéria deste sacramento é a ablução com água natural, e a forma são as palavras: “Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.
4. Os efeitos do batismo
a) Apaga o pecado original. O batismo perdoa e destrói o pecado original com o qual nascemos todos; quando aquele que é batizado é adulto, apaga também todos os pecados pessoais assim como a pena por eles devida, de tal maneira que se o recém batizado morresse, iria diretamente para o céu.
b) Infunde a graça santificante. Pelo sacramento do batismo Deus infunde na alma a graça santificante –que é uma participação na natureza divina- , junto com as virtudes teologais e os dons do Espírito Santo. Com estes dons a alma faz-se dócil e pronta aos impulsos do Espírito Santo. Pela graça, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo estabelecem sua morada na alma, que é templo do Espírito Santo.
c) Confere caráter sacramental. O outro efeito do batismo é o caráter, ou seja, certo sinal espiritual e indelével, que explica o fato de que este sacramento só possa ser recebido uma vez. O caráter batismal configura a Cristo, dá uma participação em seu sacerdócio, capacita para continuar no mundo sua missão como fiéis discípulos seus, e nos distingue dos infiéis.
d) Incorpora a Jesus Cristo. Tanto a graça como o caráter são efeitos sobrenaturais do batismo, que nos unem a Cristo como se unem os membros do corpo com a cabeça. Cristo é nossa Cabeça e o caráter nos vincula a Ele para sempre, enquanto que a graça nos faz membros vivos.
e) Incorpora à Igreja. Pelo batismo nos convertemos em membros da Igreja, com direito a participar na Sagrada Eucaristia e a receber os demais sacramentos; sem ser batizado não se pode receber nenhum outro sacramento. A Igreja é o Corpo Místico de Cristo, e o batismo nos incorpora a Cristo, que é a Cabeça, e a seu Corpo, que é a Igreja.
5. Necessidade do batismo
O batismo é absolutamente necessário para a salvação, como declarou Nosso Senhor a Nicodemos:
“Em verdade, em verdade te digo, que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino dos céus” (João 3,5). Quando não é possível receber o sacramento do batismo, pode-se alcançar a graça para salvar-se pelo chamado batismo de desejo –um ato de perfeito amor a Deus, ou a contrição dos pecados com o voto explícito ou implícito do sacramento- e pelo batismo de sangue ou martírio, que é dar a vida por Cristo.
Posto que as crianças nascem já com a natureza humana decaída e manchada pelo pecado original, é necessário que recebam o batismo. A pura gratuidade da graça da salvação se manifesta particularmente no batismo das crianças. Portanto, a Igreja e os pais privariam as crianças da graça inestimável de ser filhos de Deus, se não administrassem o batismo pouco depois do nascimento; assim se entende a necessidade de batizar as crianças o quanto antes. É o maior presente que se lhes pode dar, já que desde este momento são “para sempre membros de Cristo, sacerdote, profeta e rei” (Ritual do Batismo).
Em relação às crianças mortas sem o batismo, a Igreja convida a ter confiança na misericórdia divina e a rezar por sua salvação.
6. Quem pode administrar o batismo
Normalmente, quem batiza é o pároco ou outro sacerdote ou diácono, com a permissão do pároco,
mas em caso de necessidade qualquer pessoa pode faze-lo. Dada a importância e a necessidade do batismo, Deus deu todas as facilidades na administração deste sacramento; e assim, inclusive, uma pessoa não batizada, com tal que tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja e o faça corretamente, batiza de verdade. A razão está em que sempre é Cristo quem batiza, como observa Santo Agostinho: “Batiza Pedro? Cristo batiza. Batiza João? Cristo batiza. Batiza Judas? Cristo batiza”.
7. Modo de administrar o batismo
Ao administrar o batismo se derrama água natural sobre a cabeça dizendo, com intenção de batizar:
“ Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Na cerimônia do batismo existem diversos ritos, mas o essencial é o que já dissemos: derramar a água e, ao mesmo tempo, pronunciar as palavras.
8. Obrigações que o batismo impõe
Quando o batismo é administrado a crianças, respondem pelo neófito seus pais e padrinhos; mas o
cristão adulto –sabedor dos efeitos do sacramento na alma- deve responder por si mesmo e estar firmemente disposto a viver como batizado. Esta resposta pode se concretizar em fazer atos explícitos de fé (recitando o Credo, por exemplo), propondo-se a guardar a Lei de Jesus Cristo e de sua Igreja e renunciando para sempre ao demônio e às suas obras, como se faz na Vigília Pascal, ao renovar as promessas do batismo.
9. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
· Agradecer a Deus o dom do batismo. Inteirar-se do dia em que foi batizado, e celebra-lo.
· Nunca esquecer que o batismo impõe a exigência cristã de conservar a fé e crescer na vida da graça, cumprindo fielmente os mandamentos da lei de Deus e os da Igreja.
fonte: catecismo da igreja católica
OS SETE SACRAMENTOS DA IGREJA
INTRODUÇÃO:
O conhecimento humano começa pelos sentidos e, para chegar a conhecer as coisas que os ultrapassam, temos de utilizar imagens, símbolos ou comparações, que desvelam um pouco o desconhecido. Deus procedeu conosco do mesmo modo, instituindo os sinais sensíveis que chamamos de sacramentos, para expressar as realidades sobrenaturais da graça. Mas a onipotência divina faz mais do que nós podemos fazer. Deus concedeu a estes sinais sensíveis SIGNIFICAR e PRODUZIR a graça.
Para entender melhor o efeito dos sacramentos podemos compara-los com a vida natural, vendo que na ordem da graça:
· nascemos para a vida sobrenatural pelo Batismo,
· nos fortalecemos pela Confirmação,
· mantemos a vida com o alimento da Eucaristia,
· se perdemos a vida da graça pelo pecado, a recuperamos pela Penitência,
· e com a Unção dos Enfermos nos preparamos para a viagem que acabará no céu.
Para socorrer as necessidades da Igreja como sociedade, temos o sacramento da:
· Ordem sacerdotal, que institui os ministros da Igreja,
· Matrimonio, que com os filhos perpetua a sociedade humana e faz crescer a Igreja quando estes são regenerados pelo batismo.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. O que são os sacramentos
Os sacramentos são sinais sensíveis e eficazes da graça, instituídos por Jesus Cristo e confiados à
Igreja, através dos quais nos é dispensada a vida divina.
Sinal sensível é uma coisa conhecida que manifesta outra menos conhecida; se vejo fumaça, descubro que existe fogo. Mas dizemos também sinal eficaz porque o sacramento não só significa, mas que produz a graça (a fumaça só significa fogo, mas não o produz).
2. O porque da instituição dos sacramentos
Podemos nos perguntar por que Cristo quis fazer assim as coisas. Ele pode comunicar a graça
diretamente, sem recorrer a nenhum meio sensível, ainda que tenha querido acomodar-se a nossa maneira de ser, dando-nos os dons divinos por meio de realidades materiais que usamos, para que fosse mais fácil para nós consegui-los. No batismo, por exemplo, assim como a água purifica naturalmente, o sacramento purifica: o sacramento lava e limpa sobrenaturalmente a alma, tirando o pecado original e qualquer outro pecado que possa existir, mediante a infusão da graça.
Esta foi a pedagogia de Cristo durante sua vida pública, servindo-se de coisas naturais, de ações externas e de palavras. Tocou com sua mão o leproso e lhe disse; “Quero, fica limpo” (Mateus 8,3); untou com barro os olhos do cego de nascimento e ele recuperou a vista (cf. João 9,6-7); para comunicar aos Apóstolos o poder de perdoar os pecados, soprou sobre eles e pronunciou umas palavras (cf. João 20,22).
Assim como a Santíssima Humanidade de Cristo é o instrumento único à Divindade de que se serve o Verbo para realizar a Redenção da humanidade, assim as coisas ou ações dos sacramentos são os instrumentos separados pelos quais Deus nos santifica, acomodando-se a nossa maneira de ser e de entender.
3. Jesus Cristo instituiu os sete sacramentos
Todos os sacramentos foram instituídos por Jesus Cristo –que é o autor da graça e pode comunica-la
por meio de sinais sensíveis- e eles são sete: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio. Nos sete sacramentos estão atendidas todas as necessidades da vida sobrenatural do cristão.
4. Os sacramentos da Igreja
Cristo confiou os sacramentos a sua Igreja, e podemos dizer que são “da Igreja” em um duplo
sentido: a Igreja faz ou administra ou celebra os sacramentos, e os sacramentos constroem a Igreja (o batismo gera novos filhos da Igreja, etc..). Existem, pois, por ela e para ela.
5. Os sacramentos da fé
Os sacramentos estão ordenados à santificação dos homens, à edificação do Corpo de Cristo e, em
definitivo, a dar culto a Deus, mas como sinais, tem também uma finalidade instrutiva. Não só supõem a fé, também a fortalecem, a alimentam e a expressam com palavras e ações; por isso são chamados sacramentos da fé.
6. Efeitos dos sacramentos
Os sacramentos, se são recebidos com as disposições requeridas, produzem como fruto:
· Graça santificante. Os sacramentos dão ou aumentam a graça santificante. O batismo e a penitência dão a graça; os outros cinco aumentam a graça santificante e só se devem recebe-los estando na graça de Deus. Aquele que os recebe em pecado mortal comete pecado de sacrilégio.
· Graça sacramental. Além da graça santificante que concedem os sacramentos, cada um outorga algo especial que chamamos graça sacramental. É um direito de receber de Deus, no momento oportuno, a ajuda necessária para cumprir as obrigações contraídas ao receber aquele sacramento. Assim, o batismo dá a graça especial para viver como bons filhos de Deus; a confirmação concede a força e o valor para confessar e defender a fé até a morte, se for preciso; o matrimonio, para que os cônjuges sejam bons esposos e eduquem de forma cristã os filhos; etc..
· Caráter. O batismo, confirmação e ordem sacerdotal concedem, além disso, o caráter, que é um sinal espiritual e indelével que confere uma peculiar participação no sacerdócio de Cristo. Por isso, estes sacramentos só se recebem uma única vez.
7. De que se compõe um sacramento
Um sacramento se compõe de matéria, forma e o ministro que o realiza com a intenção de fazer o
que faz a Igreja.
· A matéria é a realidade ou ação sensível, como a água natural no batismo, os atos do penitente na confissão (contrição, confissão e satisfação).
· A forma são as palavras que, ao faze-lo, se pronunciam.
· O ministro é a pessoa que faz ou administra o sacramento.
8. Diversidade de sacramentos
Seguindo a analogia entre vida natural e etapas da vida sobrenatural, podem-se distinguir nos
sacramentos, três grupos distintos:
a) Sacramentos da iniciação cristã: Batismo, Confirmação e Eucaristia, que põem os fundamentos da vida cristã e comunicam a vida nova em Cristo;
b) Sacramentos de cura: Penitência e Unção dos Enfermos, que curam o pecado e as feridas da nossa debilidade;
c) Sacramentos a serviço da comunidade: Ordem sacerdotal e Matrimônio, estabelecidos para socorrer as necessidades da comunidade cristã e da sociedade humana.
Os sacramentos formam um organismo no qual cada um deles tem sua função vital. A
Eucaristia ocupa um lugar único, enquanto “sacramento dos sacramentos”. Podemos dizer com Santo Tomás de Aquino que “todos os outros sacramentos estão ordenados para a Eucaristia como seu fim”.
9. Os sacramentos são necessários para a salvação
Os sacramentos não só são importantes, mas necessários, se queremos viver a vida cristã e
aumenta-la em nós. São como os canais que conduzem a água, e, neste caso, trazem para a nossa alma a graça da redenção de Cristo na cruz. E são necessárias também as nossas disposições para receber –ou receber com maior abundância- a água limpa da graça. Dão sempre a graça se são recebidos com as devidas disposições, e se não se recebe mais graça, não é por culpa do sacramento, mas por falta de melhor preparação. É preciso aproximar-se, portanto, para receber os sacramentos, com a melhor disposição possível, para podermos receber a graça com abundância.
10. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
· Agradecer ao Senhor a instituição dos sete sacramentos e demonstrar a estima por eles, preparando-se muito bem para recebe-los.
· Receber com freqüência os sacramentos da Penitência e da Eucaristia.
fonte: catecismo da igreja católica
O conhecimento humano começa pelos sentidos e, para chegar a conhecer as coisas que os ultrapassam, temos de utilizar imagens, símbolos ou comparações, que desvelam um pouco o desconhecido. Deus procedeu conosco do mesmo modo, instituindo os sinais sensíveis que chamamos de sacramentos, para expressar as realidades sobrenaturais da graça. Mas a onipotência divina faz mais do que nós podemos fazer. Deus concedeu a estes sinais sensíveis SIGNIFICAR e PRODUZIR a graça.
Para entender melhor o efeito dos sacramentos podemos compara-los com a vida natural, vendo que na ordem da graça:
· nascemos para a vida sobrenatural pelo Batismo,
· nos fortalecemos pela Confirmação,
· mantemos a vida com o alimento da Eucaristia,
· se perdemos a vida da graça pelo pecado, a recuperamos pela Penitência,
· e com a Unção dos Enfermos nos preparamos para a viagem que acabará no céu.
Para socorrer as necessidades da Igreja como sociedade, temos o sacramento da:
· Ordem sacerdotal, que institui os ministros da Igreja,
· Matrimonio, que com os filhos perpetua a sociedade humana e faz crescer a Igreja quando estes são regenerados pelo batismo.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. O que são os sacramentos
Os sacramentos são sinais sensíveis e eficazes da graça, instituídos por Jesus Cristo e confiados à
Igreja, através dos quais nos é dispensada a vida divina.
Sinal sensível é uma coisa conhecida que manifesta outra menos conhecida; se vejo fumaça, descubro que existe fogo. Mas dizemos também sinal eficaz porque o sacramento não só significa, mas que produz a graça (a fumaça só significa fogo, mas não o produz).
2. O porque da instituição dos sacramentos
Podemos nos perguntar por que Cristo quis fazer assim as coisas. Ele pode comunicar a graça
diretamente, sem recorrer a nenhum meio sensível, ainda que tenha querido acomodar-se a nossa maneira de ser, dando-nos os dons divinos por meio de realidades materiais que usamos, para que fosse mais fácil para nós consegui-los. No batismo, por exemplo, assim como a água purifica naturalmente, o sacramento purifica: o sacramento lava e limpa sobrenaturalmente a alma, tirando o pecado original e qualquer outro pecado que possa existir, mediante a infusão da graça.
Esta foi a pedagogia de Cristo durante sua vida pública, servindo-se de coisas naturais, de ações externas e de palavras. Tocou com sua mão o leproso e lhe disse; “Quero, fica limpo” (Mateus 8,3); untou com barro os olhos do cego de nascimento e ele recuperou a vista (cf. João 9,6-7); para comunicar aos Apóstolos o poder de perdoar os pecados, soprou sobre eles e pronunciou umas palavras (cf. João 20,22).
Assim como a Santíssima Humanidade de Cristo é o instrumento único à Divindade de que se serve o Verbo para realizar a Redenção da humanidade, assim as coisas ou ações dos sacramentos são os instrumentos separados pelos quais Deus nos santifica, acomodando-se a nossa maneira de ser e de entender.
3. Jesus Cristo instituiu os sete sacramentos
Todos os sacramentos foram instituídos por Jesus Cristo –que é o autor da graça e pode comunica-la
por meio de sinais sensíveis- e eles são sete: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio. Nos sete sacramentos estão atendidas todas as necessidades da vida sobrenatural do cristão.
4. Os sacramentos da Igreja
Cristo confiou os sacramentos a sua Igreja, e podemos dizer que são “da Igreja” em um duplo
sentido: a Igreja faz ou administra ou celebra os sacramentos, e os sacramentos constroem a Igreja (o batismo gera novos filhos da Igreja, etc..). Existem, pois, por ela e para ela.
5. Os sacramentos da fé
Os sacramentos estão ordenados à santificação dos homens, à edificação do Corpo de Cristo e, em
definitivo, a dar culto a Deus, mas como sinais, tem também uma finalidade instrutiva. Não só supõem a fé, também a fortalecem, a alimentam e a expressam com palavras e ações; por isso são chamados sacramentos da fé.
6. Efeitos dos sacramentos
Os sacramentos, se são recebidos com as disposições requeridas, produzem como fruto:
· Graça santificante. Os sacramentos dão ou aumentam a graça santificante. O batismo e a penitência dão a graça; os outros cinco aumentam a graça santificante e só se devem recebe-los estando na graça de Deus. Aquele que os recebe em pecado mortal comete pecado de sacrilégio.
· Graça sacramental. Além da graça santificante que concedem os sacramentos, cada um outorga algo especial que chamamos graça sacramental. É um direito de receber de Deus, no momento oportuno, a ajuda necessária para cumprir as obrigações contraídas ao receber aquele sacramento. Assim, o batismo dá a graça especial para viver como bons filhos de Deus; a confirmação concede a força e o valor para confessar e defender a fé até a morte, se for preciso; o matrimonio, para que os cônjuges sejam bons esposos e eduquem de forma cristã os filhos; etc..
· Caráter. O batismo, confirmação e ordem sacerdotal concedem, além disso, o caráter, que é um sinal espiritual e indelével que confere uma peculiar participação no sacerdócio de Cristo. Por isso, estes sacramentos só se recebem uma única vez.
7. De que se compõe um sacramento
Um sacramento se compõe de matéria, forma e o ministro que o realiza com a intenção de fazer o
que faz a Igreja.
· A matéria é a realidade ou ação sensível, como a água natural no batismo, os atos do penitente na confissão (contrição, confissão e satisfação).
· A forma são as palavras que, ao faze-lo, se pronunciam.
· O ministro é a pessoa que faz ou administra o sacramento.
8. Diversidade de sacramentos
Seguindo a analogia entre vida natural e etapas da vida sobrenatural, podem-se distinguir nos
sacramentos, três grupos distintos:
a) Sacramentos da iniciação cristã: Batismo, Confirmação e Eucaristia, que põem os fundamentos da vida cristã e comunicam a vida nova em Cristo;
b) Sacramentos de cura: Penitência e Unção dos Enfermos, que curam o pecado e as feridas da nossa debilidade;
c) Sacramentos a serviço da comunidade: Ordem sacerdotal e Matrimônio, estabelecidos para socorrer as necessidades da comunidade cristã e da sociedade humana.
Os sacramentos formam um organismo no qual cada um deles tem sua função vital. A
Eucaristia ocupa um lugar único, enquanto “sacramento dos sacramentos”. Podemos dizer com Santo Tomás de Aquino que “todos os outros sacramentos estão ordenados para a Eucaristia como seu fim”.
9. Os sacramentos são necessários para a salvação
Os sacramentos não só são importantes, mas necessários, se queremos viver a vida cristã e
aumenta-la em nós. São como os canais que conduzem a água, e, neste caso, trazem para a nossa alma a graça da redenção de Cristo na cruz. E são necessárias também as nossas disposições para receber –ou receber com maior abundância- a água limpa da graça. Dão sempre a graça se são recebidos com as devidas disposições, e se não se recebe mais graça, não é por culpa do sacramento, mas por falta de melhor preparação. É preciso aproximar-se, portanto, para receber os sacramentos, com a melhor disposição possível, para podermos receber a graça com abundância.
10. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
· Agradecer ao Senhor a instituição dos sete sacramentos e demonstrar a estima por eles, preparando-se muito bem para recebe-los.
· Receber com freqüência os sacramentos da Penitência e da Eucaristia.
fonte: catecismo da igreja católica
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