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ESTUDO SOBRE A EUCARISTIA, CONTINUAÇÃO...

3.DIRETÓRIO PASTORAL LITÚRGICO-SACRAMENTAL DA ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA (15/08/03)

O culto de adoração a Santíssima Eucaristia – 208. Multipliquem-se momentos especiais de adoração e de louvor à Santíssima Eucaristia, realizando Exposições solenes, Horas Santas, Bênçãos ao Santíssimo Sacramento.

209. Os Pastores da Igreja incentivem os fieis a reconhecerem no dia a dia a presença real de Cristo na Eucaristia, dando sentido aos gestos de genuflexão ao Santíssimo Sacramento ao entrar e sair da Igreja, ou Capela do santíssimo, quando houver adoração silenciosa às sagradas espécies conservadas nos sacrários.

211. Cuide-se que o Templo e de modo especial, a Capela do Santíssimo Sacramento sejam respeitados como lugares sagrados, propiciando clima de silêncio e oração, especialmente para a reverência devida ao Santíssimo Sacramento.

A Exposição da Santíssima Eucaristia – 215. O ministro ordinário da exposição do Santíssimo Sacramento é o sacerdote ou o diácono que, no fim da adoração, antes de repor o Sacramento, abençoa com ele o povo. Na ausência do sacerdote ou do diácono, ... poderão expor publicamente a Santíssima Eucaristia para adoração dos fiéis e depois repô-la o Acólito instituído e outro Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão. A estes não é permitido, no entanto, dar a benção com o Santíssimo Sacramento.

217. Pela devida segurança e respeito devidos ao Santíssimo Sacramento, nunca será permitido apresentá-lo, seja no cibório ou no ostensório, para toques e beijos dos fieis.

Ritual da benção da Santíssima Eucaristia – 218. O Ritual da Benção do Santíssimo Sacramento propõe os seguintes momentos que deverão ser sempre respeitados na celebração: Exposição, Adoração, Benção e Reposição.

Adoração da Santíssima Eucaristia – 221. Durante a exposição, as orações, cantos e leituras devem ser organizadas de tal modo que os fiéis, recolhidos fervorosos na oração, se dediquem ao Cristo Senhor. Para favorecer a oração interior usar-se-ão leituras da Sagrada Escritura com Homilia ou breves exortações que despertem maior estima pelo Ministério Eucarístico. Convém ainda que os fieis respondam a palavra de Deus por meio do canto. É conveniente que os momentos apropriados se guarde um silêncio sagrado.

4. ECLESIA DE EUCARISTIA(17/04/2003) – SOBRE A EUCARISTIA NA SUA RELAÇÃO COM A IGREJA

10. ... Mais ainda, em muitos lugares, é dedicado amplo espaço à adoração do Santíssimo Sacramento, tornando-se fonte inesgotável de santidade. A devota participação dos fiéis na procissão eucarística da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo é uma graça do Senhor que anualmente enche de alegria quantos nela participam. De fato, há lugares onde se verifica um abandono quase completo do culto de adoração eucarística. Num contexto eclesial ou outro, existem abusos que contribuem para obscurecer a reta fé e a doutrina católica acerca deste admirável sacramento. Às vezes transparece uma compreensão muito redutiva do Mistério Eucarístico.

25. ... É bom demorar-se com Ele e, inclinado sobre o seu peito como o discípulo predileto (Jo 13, 25), deixar-se tocar pelo amor infinito do seu coração. Se atualmente o cristianismo se deve caracterizar sobretudo pela arte da oração, como não sentir de novo a necessidade de permanecer longamente, em diálogo espiritual, adoração silenciosa, atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento? Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência, recebendo dela força, consolação e apóio.

5. CARTA APÓSTOLICA(07/10/2004) – PARA O ANO DA EUCARISTIA – OUT/2004 A OUT/2005

Estou convosco todos os dias – 16. ... A Eucaristia é o mistério da presença, por meio do qual se realiza de modo absoluto a promessa de Jesus de permanecer conosco até o fim do mundo. (Mt 28, 20)

Celebrar, adorar, contemplar – 17. ... É preciso em particular, cultivar, quer na celebração da missa, quer no culto eucarístico fora da missa, a viva consciência da presença real de Cristo, tendo o cuidado de testemunhá-la com o tom de voz, com os gestos, com os movimentos, com todo o conjunto do comportamento... o destaque que deve ser dado aos momentos de silêncio, seja na celebração, seja na adoração ... É necessário... por parte dos ministros e dos fiéis que seja marcado por um extremo respeito. A presença de Jesus no tabernáculo deve constituir como que um pólo de atração para um número sempre maior de almas apaixonadas.

18. A adoração eucarística fora da missa se torne, durante este ano, em empenho especial para cada comunidade paroquial e religiosa. Permaneçamos longamente prostados diante de Jesus presente na Eucaristia, reparando com nossa fé e nosso amor os descuidos, os esquecimentos e até os ultrajes que nosso Salvador deve sofrer em tantas partes do mundo. Aprofundemos na adoração a nossa contemplação pessoal e comunitária, servindo-nos também de subsídios de oração sempre marcados pela palavra de Deus...

Vicente de Paulo dos Santos

Coordenador Diocesano da EPA

ESTUDO SOBRE A EUCARISTIA

Olhar a Renovação Carismática Católica é encantador, fazer parte dela é algo extraordinário, sobretudo porque podemos sentir neste Movimento pós-conciliar o amor pela Santa Eucaristia, característica impar daqueles que vivem a essência do catolicismo e, aqui, diga-se de passagem, procuramos vivê-lo em sua plenitude, já que a “RCC nasceu da Igreja e para a Igreja, por obra do Espírito” Santo Papa João Paulo II.


Deste modo, vejamos o que nos fala a Mãe Igreja, a partir de alguns documentos.

APROFUNDAMENTO SOBRE A EUCARISTIA

“Isto é o meu corpo que será entregue por vós”. Lucas 22, 19

“São Cirilo assim declara: Não perguntes se é ou não verdade; aceita com fé as palavras do Senhor, porque Ele, que é verdade, não mente”.

1. CONCÍLIO DE TRENTO – (1545-1563) – SESSÃO XIII – DECRETO SOBRE A SANTÍSSIMA EUCARISTIA

O modo da instituição – 875. Nosso Salvador, tendo que se afastar deste mundo para o Pai, instituiu este sacramento no qual parece ter derramado as riquezas de seu divino amor para com os homens ... (Lc 22, 7-23; Mt 26, 17-29; Mc 14, 12-25)

A excelência da Eucaristia sobre os outros sacramentos – 876. A Santíssima Eucaristia tem de comum com os demais sacramentos a ser o símbolo de uma coisa sagrada e a forma visível da graça invisível. A sua excelência e singularidade estão em que os outros sacramentos só têm a virtude de santificar, quando alguém faz uso deles, ao passo que na EUCARISTIA ESTÁ O PRÓPRIO AUTOR DA SANTIDADE, antes de qualquer uso.

A Transubstanciação – 877. Uma vez, porém, que Cristo Nosso Redentor disse que aquilo que oferecia sob a espécie de pão era verdadeiramente o seu corpo (Mt 26, 26; Mc 14, 22 ss; Lc 22, 19 ss; l Cor 11, 24 ss.), sempre houve na Igreja de Deus esta mesma persuasão, que agora este santo Concilio passa a declarar: Pela consagração do pão e do vinho se efetua a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo Nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue. Esta conversão foi com muito acerto e propriedade chamada pela Igreja Católica de transubstanciação.

Culto e veneração que se devem tributar à Eucaristia – 878. Não há dúvida alguma de que todos os fiéis de Cristo, segundo o costume que sempre vigorou na Igreja, devem tributar a este Santíssimo Sacramento a veneração e o culto de adoração, que só se deve a Deus. Nem se deve adorá-lo menos pelo fato de ter sido instituído por Cristo Senhor Nosso como alimento. Pois cremos estar nele presente aquele mesmo, do qual o Eterno Pai, ao introduzi-lo no mundo, disse: Adorem-no todos os anjos de Deus (Hb l, 6; SI 96, 7) e a quem os Magos, prostrando-se, o adoraram (Mt 2, 11), aquele, enfim, do qual a Escritura testifica: os Apóstolos adoraram-no na Galiléia (Mt 28, 17). Declara mais o santo Concilio que, com muita piedade e religião, foi introduzido na Igreja este costume de celebrar-se todos os anos com singular veneração e solenidade, em dia festivo particular.

O devido respeito para com a Eucaristia – 880. ... quanto maior for o conhecimento de um homem cristão a respeito da santidade e divindade deste celestial sacramento, com tanto maior cuidado se deve adorá-lo.

O devido reconhecimento de Cristo na Eucaristia – 883. Se alguém negar que no Santíssimo Sacramento da Eucaristia está contido verdadeira, real e substancialmente o corpo e sangue juntamente com a alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, e por conseguinte o Cristo todo, e disser que somente está nele como sinal, figura ou virtude — seja excomungado.

885. Se alguém negar que no venerável Sacramento da Eucaristia, debaixo de cada uma das espécies e debaixo de cada parte dessas espécies, a quando elas se dividem, está presente o Cristo todo — seja excomungado.

886. Se alguém disser que no admirável sacramento da Eucaristia, depois da consagração, não estão o corpo e o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas somente no uso, quando se recebe, e não antes nem depois; e que nas hóstias ou partículas consagradas, que se guardam ou sobram depois da comunhão, não permanece o verdadeiro corpo do Senhor — seja excomungado.

888. Se alguém disser que não se deve adorar com culto de latria também externo o Unigênito Filho de Deus no santo sacramento da Eucaristia; e que por isso também não se deve venerar com festividade particular, ... ou que não se deve expor publicamente ao povo para ser adorado, e que seus adoradores são idólatras — seja excomungado .

2. CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA– 1322 A 1419 (SACRAMENTO DA EUCARISTIA)

Fonte e ápice da vida eclesial – 1324. A Eucaristia é a Fonte e Ápice de toda a vida cristã. Os demais sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e tarefas apostólicas, se ligam a sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Pois a santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa.

Eucaristia Sacramento dos Sacramentos – 1330. ... Toda liturgia da Igreja encontra seu centro e sua expansão mais densa na celebração deste sacramento; é no mesmo sentido que se chama também celebração dos Santos Mistérios. Fala-se também do Santíssimo Sacramento, porque é o Sacramento dos Sacramentos.

Jesus nos espera neste sacramento do amor – 1380. A Igreja e o mundo precisam muito do culto Eucarístico. Jesus nos espera neste sacramento do amor. Não regatemos o tempo para ir encontrá-lo na adoração, na contemplação cheia de fé e aberta e reparara as faltas graves e os delitos do mundo. Que a nossa adoração nunca cesse. JP II

A visita ao Santíssimo Sacramento é uma prova de amor – 1418. Visto que Cristo mesmo está presente no Sacramento do altar, é preciso honrá-lo com o culto de adoração. “A visita ao Santíssimo Sacramento é uma prova de gratidão, um sinal de amor e um dever de adoração para com o Cristo, nosso Senhor.”

Continua... (Aguarde a continuação dessa formação)
 
Vicente de Paulo dos Santos

Coordenador Diocesano da EPA
Fico muito feliz, com o coração transbordante de alegria ao ver nossas Comunidades repletas de Jovens, na explosão de seus ímpetos, querendo encontrar Jesus Cristo Ressuscitado, porém conclamo aos nossos amados (as) coordenadores (as) de Grupos, Projetos e Ministérios Jovens da RCC, que na sabedoria do Espírito Santo saibam orientar seus meninos e meninas a viverem um namoro santo e reto no Senhor.


Namoro = Santidade

Namoro – Namoro, Namorar e Namorados – vem de “enamorar”. Este é um verbo interessantíssimo. Veja que a palavra é en + amor + ar.

A raiz é o centro do amor. Este amor esta precedido da particula grega en, que indica ação de envolver. Portanto, enomorar é envolver o outro no amor.

Sexualidade, deriva da palavra sexo, que do latim que dizer metade.

CIC 2332 – “A sexualidade afeta todos os aspectos de pessoa humana em sua unidade de corpo e alma...”.

CIC 2348 – quando falamos de sexualidade a Santa amada Igreja, nos apresenta com estado de vida a CASTIDADE. porque todo batizado é chamado a castidade, embasado na verdade de que “TODO CRISTÃO SE VESTIU DE CRISTO”.

Namoro e Sexo – Por que o namoro não é o tempo de viver a vida sexual? Qual o sentido do sexo? O sexo tem duas dimensões, finalidades: unitiva e procriativa.

Qual é a diferença entre o sexo no casamento, realizado com amor e por amor, e a prostituição? É o amor. Se você tirar o amor, o sexo se transforma em prostituição, comércio. Já chegaram até ao absurdo de querer legalizar a "profissão" de prostituta. Aquele que tem uma relação sexual com a prostituta está preocupado apenas com o prazer, e não tem qualquer compromisso com ela. Acabada a relação, paga e vai embora. Não importa se amanhã esta mulher está grávida, doente, ou passando fome, não lhe interessa, ele pagou pelo “serviço”. Veja, isto é sexo sem amor, sem compromisso de vida, sem uma aliança. É o desvirtuamento do sexo, a prostituição. No plano de Deus o sexo é diferente, é manifestação do amor conjugal; é uma verdadeira liturgia desse amor, cujo fruto será o filho do casal.

O sexo é belo e puro quando vivido segundo a lei de Deus; todos nós viemos ao mundo por ele. Se ele fosse sujo, a criança recém nascida não seria tão bela e inocente. O livro do Gênesis assegura que ao criar todas as coisas Deus “viu que tudo era bom” (Gen. 1,25). Portanto, tudo o que Deus fez é belo, também o sexo. No plano de Deus a vida sexual só tem lugar no casamento. São Paulo há dois mil anos já ensinava aos Coríntios: “A mulher não pode dispor do seu corpo: ele pertence ao seu marido. E também o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa” (1 Cor 7, 4). O Apóstolo não diz que o corpo da namorada pertence ao namorado, e nem que o corpo da noiva pertence ao noivo.

A vida sexual de um casal não pode ser começada de qualquer jeito, às vezes dentro de um carro numa rua escura, ou mesmo num motel, que é um antro de prostituição.

O namoro é o tempo de conhecer o coração do outro, e não o seu corpo; é o momento de explorar a sua alma, e não o seu físico.

A melhor proposta para o namoro é uma vida de castidade.

Sem dúvida, um casal de namorados que souber aguardar a hora do casamento para viver a vida sexual, é um casal que exercitou o autocontrole das paixões e saberá ser fiel um ao outro na vida conjugal. Também os noivos não estão aptos ainda para a vida sexual. O Catecismo da Igreja diz que : “Os noivos são convidados a viver a castidade na continência. Nessa provação eles verão uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus” (§ 2350). E ensina que a vida sexual é legítima e adequada aos esposos.

DURANTE O NAMORO, QUAIS SÃO OS LIMITES? – Ora, dar-se as mãos, beijar-se, tocar-se já é bastante.

O tempo que antecipa a vivência do matrimônio deve ser uma etapa de mútuo conhecimento, diálogo, oração e descoberta da pessoa amada numa acolhida positiva e fecunda. É um tempo de aprender a superar os conflitos e conviver sadiamente com as diferenças.

Diz o apóstolo que “Deus não nos chamou à impureza, mas à santidade” (1Ts 4, 7), e para tanto ele exorta: “Mortificai, pois, os vossos membros terrenos: fornicação, impureza, paixão, desejos maus, e a cupidez, que é idolatria” (Cl 3,5).

O filósofo francês, católico, Paul Claudel, disse certa vez que : “a juventude não foi feita para o prazer, mas para o desafio”.

A CAMISINHA NÃO ELIMINA O RISCO DA TRANSMISSÃO SEXUAL; na verdade só pode diminuir um tanto o risco”. “As pesquisas indicam que o condom é 87% eficiente na prevenção da gravidez. Quanto aos estudos da transmissão do HIV, indicam que o condom diminui o risco de infecção pelo HIV aproximadamente em 69%.

Pesquisas realizadas pelo Dr. Richard Smith, um especialista americano na transmissão da AIDS, apresenta seis grandes falhas do preservativo, entre as quais a deterioração do látex devido às condições de transporte e embalagem. Afirma o Dr. Richard que: “O tamanho do vírus HIV da AIDS é 450 vezes menor que o espermatozóide. “Todos os preservativos têm poros 50 a 500 vezes maiores que o vírus da AIDS”.

Vale a pena refletir um pouco no que dizia o Mahatma Ghandi, o célebre indiano hindu, que libertou a India da Inglaterra, pela força da não-violência. Ele dizia: “A castidade não é uma cultura de estufa... A castidade é uma das maiores disciplinas, sem a qual a mente não pode alcançar a firmeza necessária”. No momento em que disse adeus a uma vida de prazeres carnais, todas as nossas relações se tornaram espirituais“. Depois dos quarenta anos, Ghandi não teve mais vida sexual, nem mesmo com a esposa. Embora este pensamento não esteja plenamente de acordo com a moral católica, no entanto, mostra o valor imenso da castidade para um homem que não era batizado. Ele ainda dizia: “A vida sem castidade parece-me vazia e animalesca”.

“Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é sagrado – e isto sois vós”. (1 Cor 3,16-17).

“Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo”. (1 Cor 6,18) É preciso entender que nós não apenas “temos” um corpo, mas “somos” um corpo.

Vicente de Paulo dos Santos
Coordenador Diocesano da EPA

SER DISCIPULADO E APÓSTOLO – NOSSO CHAMADO
A palavra discípulo, derivada do latim que significa aluno.

Já apóstolo vem do grego que significa enviado. É um missionário.

Jesus mudou o sentido do discipulado.

No judaísmo, uma das religiões mais antigas do mundo, já existia o discípulo e o mestre.

Existiam muitas escolas de mestres em Jerusalém, como: Escola de Gamaliel.

Vejamos a concepção na ótica do Judaísmo e no entendimento de Jesus.

JUDAISMO JESUS

O discípulo escolhia o mestre Jesus escolhia os discípulos

O discípulo era inferior ao mestre Jesus prometia para aqueles que acreditassem Nele que fariam obras maiores do que Ele (Jo 14, 12)

O discípulo andava atrás do mestre Jesus desejava que andassem do seu lado

O discípulo era chamado de servo Jesus os chamava de amigos (Jo 15, 15)

CONDIÇÕES PARA SER DISCIPULO (A essência do discipulado) Lc 9, 23

Em seguida, dirigiu-se a todos:

1. Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo,

Quem é o dono e está no controle do nosso coração.

Bem neste caso estão em jogo as minhas preferências, a minha vontade em relação a Deus. São Paulo entendeu a ponto de dizer: “Já não sou eu quem vivo ... Gl 2, 20.

Conseguimos reconhecer quando estamos pensando somente em nós mesmos, quando estamos cercados de um excessivo cuidado pessoal. Quando isto ocorre é como se vivêssemos na atmosfera, por demais sensível e melindroso, especialmente quando somos corrigidos, estou sempre “ferido” e “magoado”.

Quando muitas não conseguimos nos conter diante de uma situação e acabamos retaliando alguém e usamos a desculpa, ah foi ele que insultou. É verdade, ele agiu assim por causa do seu “eu” e você se ressentiu por causa do seu “eu”, é uma disputa de “eus”.

Jesus não veio ao mundo somente para nos libertar de satanás, mas também de nós mesmos. Do orgulho, do egoísmo, do nosso “eu”.

2. Tome cada dia a sua cruz

A cruz era o instrumento que os romanos empregavam para executar aqueles que cometiam os maiores crimes, por isso tornou-se um símbolo de sofrimento.

Por isso preciso negar-me do contrário, jamais poderei carregar a cruz.

3. Siga-me.

Jo 6, 68 – Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.

4. Ide,

Mt 28, 19. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

O que é um discípulo? É alguém que crê em tudo que Cristo disse e faz tudo que Cristo manda.

O NT nos mostra uma coisa bela, não há ninguém que não seja convertido que não seja discípulo.

O 1º FRUTO DA CONVERSÃO É O DISCIPULADO.

Convertido, salvo, discípulo – são todos termos que se referem a uma só pessoa, sendo que cada um salienta um aspecto diferente da vida.
PARA NOSSA REFLEXÃO!

O Que Somos, Seguidor ou Discípulo de Jesus?
→ O seguidor espera pães e peixe; o discípulo é um pescador.

→ O seguidor luta por crescer; o discípulo luta por reproduzir-se.

→ O seguidor se ganha; o discípulo se faz.

→ O seguidor gosta do afago; o discípulo gosta do serviço e do sacrifício.

→ O seguidor entrega parte dos seus desejos; o discípulo entrega sua vida.

→ O seguidor ouve a palavra e a guarda no coração, o discípulo leva esta palavra aos aflitos;

→ O seguidor espera que lhe apontem a tarefa; o discípulo é solicito em tomar a responsabilidade.

→ O seguidor quase sempre murmura e reclama; o discípulo obedece e nega a si mesmo.

→ O seguidor reclama que o visitem; o discípulo visita.

→ O seguidor conhece a Bíblia de capa a capa, o discípulo conhece e pratica o que sabe;

→ O seguidor pratica a caridade, o discípulo pratica o mais puro amor, o amor de Deus;

→ O seguidor sonha com a igreja ideal; o discípulo se entrega para fazer a igreja real.

→ O seguidor diz: Que bonito!; o discípulo diz: Eis-me aqui.

→ O seguidor aponta o dedo e mostra as pessoas para Deus, o discípulo mostra Deus às pessoas;

→ O seguidor espera por um avivamento na igreja; o discípulo é parte do avivamento.

→ O seguidor é condicionado pelas circunstâncias; o discípulo as aproveita para exercitar sua fé.

→ O seguidor vale porque soma; o discípulo vale porque multiplica.

→ O seguidor é importante; o discípulo é indispensável.

Então como estamos vivendo? Sendo seguidor ou discípulo de Jesus?


Vicente de Paulo dos Santos
Coordenador Diocesano da EPA

QUARESMA

QUARESMA, do latim “quadragésima


Tempo de Oração, Jejum e Esmola

Começa na Quarta-Feira de Cinzas: A origem da imposição da cinza na quarta-feira no início da Quaresma pertence a estrutura da penitência canônica. Começou a ser obrigatória para toda a comunidade cristã a partir do século X. É o princípio da Quaresma; um dia especialmente penitencial, em que manifestamos nosso desejo pessoal de CONVERSÃO a Deus. A missa de Quarta-feira de Cinzas inclui uma cerimônia de imposição das cinzas. "Isso é uma homenagem à passagem em que o profeta Jonas foi à cidade de Ninive e disse que em 40 dias ela seria destruída se não fizessem penitência, então o povo se vestiu com trapos e cobriu a cabeça e sentaram sobre as cinzas(Jon 3, 10). Mas também é um apelo, uma lembrança que nós somos pó, depois da morte não sobra nada do nosso corpo". A benção e a imposição da cinza tem lugar dentro da Missa, após a homilia; embora em circunstâncias especiais, se pode fazer dentro de uma Celebração da Palavra. As formas de imposição da cinza se inspiram na Escritura: Gn, 3, 19. A cinza procede dos ramos abençoados no Domingo da Paixão do Senhor, do ano anterior, seguindo um costume que se iniciou por volta do século XII.
Qual é o Simbolismo da Cinza ? – Condição fraca do homem, que caminha para a morte; Situação pecadora do homem; Oração e súplica ardente para que o Senhor os ajude; Ressurreição, já que o homem está destinado a participar no triunfo de Cristo.
O que é a Quaresma? É o tempo de preparação para a maior festa do Cristianismo, que é a Páscoa. A quaresma começa na Quarta-Feira de Cinzas, "porque és pó, e pó te hás de tornar" (Gn 3, 19) e termina no Domingo de Ramos "Então a multidão estendia os mantos pelo caminho, cortava ramos de árvores e espalhava-os pela estrada". (Mt 21, 8), que antecede a Semana Santa. A cor litúrgica é roxa.
No hemisfério Norte, em Israel, o chamam de “a primavera da alma”, porque coincide com a estação da primavera.
É tempo de PENITÊNCIA(CIC 1430, CDC 1249 e 1250) e CONVERSÃO(CIC 1435, Mt 5, 27; At 16, 16).
O CIC 1434 classifica como formas de “penitência da vida cristã” o Jejum, Oração e a Esmola(Caridade).
Jejum (CDC 1251 e 1252);
"Ide e aprendei o que significam estas palavras: Eu quero a misericórdia e não o sacrifício (Os 6,6)”. (Mt 9,13) – “O verdadeiro jejum” (Is 58)



Diferença entre jejum e mortificação:

Jejum – O conceito de jejum não exige que você passe fome. Em suas aparições em Medjugorje, a própria Nossa Senhora o repetiu várias vezes. Jejuar é refrear a nossa gula e disciplinar o nosso comer.
O importante, e aí está a essência da jejum, é a disciplina.
Mortificação – Quando fazemos mortificação, privamo-nos voluntariamente de alguma coisa, oferecendo essa prática como sacrifício.

Tipos de Jejum

Jejum da Igreja – O básico desse tipo de jejum é que você tome o café da manhã normalmente e depois faça apenas uma refeição. Você escolhe essa refeição – almoço ou jantar - ,a depender dos seus hábitos, de sua saúde e de seu trabalho.

A outra refeição, a que você não vai fazer, será substituída por um lanche simples, de acordo com as suas necessidades.

Jejum a pão e água – Neste jejum, deve-se comer pão quando se tem fome e beber água quando se tem sede. Apenas isso e nada mais. Não se pode comer o pão beber a água juntos, pois geralmente fermenta no estômago, provocando dor de cabeça.

Jejum à base de líquidos – Neste jejum você passará o dia inteiro sem comer nada, limitando-se a tomar líquidos.

O jejum completo – Neste jejum, não se come nada e só se bebe água. É recomendável que, antes de experimentar essa forma de jejum, você já tenha feito a jejum a pão e água e o jejum á base de líquidos, que podem servir de treino.

No jejum completo, é fundamental beber água várias vezes ao dia. Não é bom fazer o jejum a seco, isto é, sem tomar água, especialmente quando não se tem um bom treinamento. Quanto à hora de terminar o jejum, principalmente o jejum completo, Nossa Senhora de Medjugorje fala em encerrá-lo às quatro horas da tarde.
Considerações diversas:

Um erro muito comum que as pessoas cometem consiste em fazer um dia de jejum sem tomar o café da manhã. Agindo assim, elas na verdade começam a jejuar a partir da última refeição que fizeram, na véspera, e não pela manhã, bem cedo.
Na linguagem popular, fala-se muitas vezes em fazer jejum de doce, de bebida alcoólica, de refrigerantes, jejum de televisão. Tem um valor enorme, mas, não podemos chamar isto de jejum. Isso é na realidade uma mortificação.

Oração – “é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria” Sta. Terezinha.

Esmola(caridade). A caridade fraterna – base do Cristianismo – inclui a esmola e todas as obras de misericórdia ”espirituais” e “corporais”.

Espirituais

1. Dar bom conselho.
2. Ensinar os ignorantes.
3. Corrigir os que erram.
4. Consolar os tristes.
5. Perdoar as injúrias.
6. Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo.
7. Rogar a Deus por vivos e defuntos

Corporais

1. Dar de comer a quem tem fome.
2. Dar de beber a quem tem sede.
3. Vestir os nus
4. Dar pousada aos peregrinos
5. Assistir aos enfermos.
6. Visitar os presos.
7. Enterrar os mortos.

A historicidade do número 40

O Número 4

O Número 4 dá a idéia de representar o controle absoluto de Deus sobre o planeta.
As 4 direções na terra (norte, sul, leste, e oeste).
As 4 estações (verão, outono, inverno, e primavera).
Os 4 elementos que compõem o universo (tempo, energia, espaço, e matéria).
As 4 principais provisões para homem (terra, ar, fogo, e água).
As 4 divisões do dia (manhã, meio-dia, tarde, e meia-noite).

O Número 0
O tempo da nossa vida.

O Número 40 (Na Bíblia).
Número que indica um tempo necessário de preparação para algo novo que vai chegar:

40 dias e quarenta noites do dilúvio (Gn 7,4.12);
40 dias e 40 noites passa Moisés no Monte (Ex 24,18; Dt 9,9-11);
40 anos foi o tempo da peregrinação pelo deserto (Nm 14,33; 32,13; Dt 8,2; 29,4, etc.);
Jesus jejuou 40 dias antes de começar o seu ministério (Mt 4,2; Mc 1,12; Lc 4,2);
A Ascensão de Jesus acontece 40 dias depois da Ressurreição (At 1,3).
Quando alguém errava, era corrigido com 40 chicotadas (Dt 25,3) e Paulo também recebeu cinco vezes as 40 chicotadas menos uma (2Cor 11,24).


Vicente de Paulo dos Santos(Paulinho)
Coordenador Arquidiocesano da EPA

DONS INFUSOS DO ESPÍRITO SANTO

A santidade é uma exigência, mas Ele não exige nada de nós sem antes nos dar as condições de O atendermos. “O Espírito habita na Igreja e nos corações dos fiéis, como num templo (cf. ICor. 3,16; ICor. 6,19). Leva a Igreja ao conhecimento da verdade total...Dota-a e dirige-a com diversos dons hierárquicos... (Constituição Dogmática Lumem Gentium n. 4). Eis a providência de Deus para a nossa própria santificação: os Dons Infusos ou Hierárquicos. São sete, e se encontram descritos no Livro do Profeta Isaías, Cap. 11, 1- 4a.


Meditemos sobre cada um deles:

1>>Sabedoria – dá-nos gosto espiritual pelas coisas de Deus. Dá sabor espiritual para viver com o Senhor. Impulsiona-nos a fazer o que é bom: amar. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra (Col. 3, 2). Tira-nos do relativismo espiritual e leva-nos ao profundo e maduro fervor para buscarmos o Senhor e as coisas do alto. Dentre outros benefícios, dá-nos um grande amor pela Igreja.

2 >>Entendimento – dá-nos a graça de entender sem explicar. Faz-nos ver o divino ainda que em aparência de natural (Ex: ver Jesus no Pão Eucarístico). Ilumina e aumenta nossa fé. Passamos a constatar a graça de Deus nos Sacramentos. Leva-nos a acatar e acolher a vontade de Deus em nossa vida como sendo o melhor para nós. Tira-nos da cegueira e dá-nos visão espiritual. “Sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento para conhecermos o Verdadeiro” (I Jo. 5, 20a).

3 >> Prudência ou Conselho – Dá-nos o equilíbrio para agir de acordo com a vontade de Deus. Discerne, isto é, separa, divide o certo do errado. É a medida da ação acertada. Leva-nos a viver com seguinte pergunta ecoando em nossos corações: O que Jesus faria nesta situação? Tira-nos da inconseqüência de nossos atos e leva-nos à vigilância. “O homem prudente percebe o mal e se põe a salvo, os imprudentes passam adiante e agüentam o peso” (Prov. 27, 12).

4 >>Coragem ou Fortaleza – Age sobre nossa vontade, ajustando-a à santidade. Dá-nos força sobrenatural para suportar e superar dificuldades, problemas e tentações. Faz-nos perseverantes. Tira-nos da derrota da queda no pecado e conduz-nos à vitória em Deus. “Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela” (ICor. 10, 13).

5 >>Ciência – Leva-nos à penetração espiritual, a conhecer Deus em profundidade, à adoração em espírito e verdade. Leva-nos à valorização da criação de Deus (Ex: São Francisco de Assis). Faz-nos crer nas verdades reveladas pelo Senhor e enxergar que Ele é uma realidade concreta e age na vida dos homens. Tira-nos da superficialidade e conduz-nos à maturidade. “Mas vem a hora, e já chegou, em que o verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja” (Jo. 4, 23).

6 >>Temor de Deus – é um termo desgastado, pois temos a falsa idéia de que se refere a medo de Deus. Ao contrário é o reconhecimento do grande amor de Deus para conosco. Como Ele me ama, procuro corresponder a esse amor tentando agradá-lo em tudo, por amor. Deus também quer ser amado por nós. É o respeito amoroso do filho para com o Pai. Leva-nos ao arrependimento e à busca do Sacramento da Reconciliação com o firme propósito de emenda. Tira-nos da indiferença a Deus e leva-nos à coerência. “O temor do Senhor expulsa o pecado. Pois aquele que não tem esse temor não poderá tornar-se justo. A violência de sua paixão causará sua ruína” (Eclo. 1, 27-28). “Procurai o que é agradável ao Senhor” (Ef. 5, 10).

7>>Eqüidade ou Piedade – Leva-nos a viver a fraternidade. Enxergamo-nos todos como filhos do mesmo Pai. É esse o verdadeiro sentido da vivência em comunidade cristã. Leva-nos a respeitar e aceitar o próximo como ele é, com suas qualidades e limitações. É o princípio da unidade. Conduz-nos a relacionamentos autênticos e sólidos com os irmãos, uma vez que não fomos criados para o isolamento. Dá-nos condições de perdoar, de nos compadecermos, de nos doarmos. Leva-nos a exalar amor para o próximo. Dá-nos a graça de pagar o mal com o bem. “Finalmente, tende todos um só coração e uma só alma, sentimentos de amor fraterno, de misericórdia, de humildade. Não pagueis o mal com mal, nem injúria com injúria. Ao contrário, abençoai, pois para isto fostes chamados, para que sejais herdeiros da bênção” (I Pd. 3, 8-9).

Todos esses Dons Infusos estão em nossos corações pela Graça Santificante recebida por nós no Batismo, mas nem todos têm obtido o efeito desejado e sonhado por Deus em nossa vida, isto é, a nossa santificação pessoal.
Vinícius Rodrigues Simões


Coord. Estadual do Ministério de Formação – RCC/RJ

Grupo de Oração: a célula fundamental da RCC



Grupo de Oração – RCC
Não conheço um futuro Coordenador quando o vejo dando ordens e orientações, mas, sim,
quando o vejo obedecendo, e o Grupo de Oração é uma oficina excelente para isso.
João Valter, então membro da Comissão Nacional de Serviço da RCC

Planejamento: traçar esquema de, ter a intenção, planejar.
Metodologia: arte de dirigir, modo de proceder.
Grupo de Oração: é a célula fundamental da RCC.

1. QUEM FORMA O GRUPO DE ORAÇÃO?

Coordenador Núcleo de Serviço Ovelhas (todo o povo de Deus)
“O maior dentre vós será vosso servo” (Mt 23, 11)
“Pois quem dentre vós for o menor, esse será grande (Mc 9, 48b)

2. GRUPO DE PERSEVERANÇA

Este é o local para onde são encaminhados aqueles que já foram evangelizados com o primeiro anúncio do Evangelho, para crescerem na doutrina, na fraternidade, na participação da Eucaristia e na vida de oração. O início da caminhada pode ser feito através de um Seminário de Vida no Espírito Santo.

Antes de falarmos dos coadjuvantes do GO, é importante procurar viver fielmente sob a Identidade da RCC, o que nos apresenta com seu tripé, como sendo:
>Batismo no Espírito Santo
>Vivência em Comunidade
>Pratica dos Carismas

Batismo no Espírito Santo: “Mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia, na Samaria e até os confins do mundo” (At 1, 8)
Prática dos Carismas: “A respeito dos dons espirituais, irmãos, não quero que vivais na ignorância” (I Cor 12, 1)
Vivência em Comunidade: “Perseveram eles na doutrina dos apóstolos, nas reuniões em comum e na fração do pão” (At 3, 42)


2.1 – O COORDENADOR DO GRUPO DE PERSEVERANÇA
Cada GO deve ter um Coordenador que, junto com seu Núcleo de Serviço, num trabalho conjunto, é responsável por ele.
“O papel do chefe consiste, principalmente, em dar exemplo de oração na própria vida ... Deveis estar interessados em proporcionar comida sólida para a alimentação espiritual, partindo o pão da verdadeira doutrina ...” Papa João Paulo II

É importante que o Coordenador do GO seja uma pessoa de intimidade com Deus, de intensa vida de oração e de escuta, para que Jesus seja o Senhor do GO e o Espírito Santo o conduza.
O Coordenador é aquele que orienta e conduz. Liderança não é dominação, a liderança espiritual é diferente da liderança humana. Coordenar não é fazer tudo, não é autoritarismo, mas sim distribuir os trabalhos, ouvindo a vontade do Senhor na oração.
O Coordenador deve diariamente suplicar os dons do Espírito Santo, sobretudo, os de Sabedoria, Entendimento e “Discernimento”; este último parece-nos ser o mais importante ao servo.
É interessante que o Coordenador observe outros coordenadores e troque experiências, bem como, visite outros GO para observar os frutos da oração comunitária de maneira mais livre, sem estar na condução da reunião.

Em resumo são características do Bom Coordenador:
· Aberto, acolhedor, não se abate facilmente, é artífice da unidade e da paz (2Tim 1, 6-9);
· Organizado, obediente, de boa intenção (Bar 6, 59-62);
· Tem consideração com os outros (Tes 5, 12-13);
· Caminha no Espírito (Gl 5, 24-26);
· Trabalha em equipe, não centraliza as atividades;
· Tem zelo, ordem, compromisso e pontualidade;
· Tem uma mentalidade aberta à ação do Espírito Santo, que quer transformar sem cessar;
· É conhecedor da doutrina da Igreja.

Ainda, é necessário que o coordenador:
· Dê oportunidade a todos;
· Apóie e reconheça o crescimento dos irmãos;
· Faça servos lideres, melhores que ele;
· Não resista às mudanças.

Cabe também ao coordenador discernir com o núcleo de serviço as necessidades do Grupo de Oração e, a partir daí:
· Usar a criatividade nas reuniões de oração;
· Proporcionar seminários, retiros de primeira experiência, aprofundamentos de finais de semana;
· Encaminhar para os eventos da RCC, da Comunidade, da Paróquia e outros;
· Ensinar as ovelhas a ter zelo pela Comunidade (casa da Obra), porque diz o Senhor: “Minha casa é casa de oração” (Mc 11, 17b).


2.2 – O NÚCLEO DE SERVIÇO DO GO
Todo Grupo de Oração carismático tem sua boa ordem, planejamento e continuidade assegurados pelo Coordenador e Núcleo de Serviço – que é um pequeno grupo de servos que assume o grupo todo em sua espiritualidade e estrutura.

2.3 – AS FINALIDADES DO NÚCLEO SÃO:
a) Avaliar o que Deus fez em cada reunião de oração, não dizendo “foi bom” ou “deveria ter sido melhor”, mas discernindo em oração o que Deus disse. Pode-se avaliar como foi a reunião respondendo, com todo o núcleo, a alguns questionamentos, tais como: “Houve ensinamento?”. Os louvores foram cheios de amor e alegria?. Os cantos foram ungidos e levaram o povo a louvar? Como foi a acolhida? Houve testemunhos? Como foi a evangelização? Foi enriquecedora a manifestação da caridade, da fraternidade, da comunhão?, etc.

b) Acompanhar a assistir os fiéis que estão no grupo em suas necessidades pessoais (doenças, dificuldades de oração, perda de paciência, ausência das reuniões, etc) encaminhando-os aos serviços de (intercessão, cura e libertação, cura interior, etc).

c) Revezar-se na condução da reunião de oração, sempre em clima de fraternidade e cooperação (avisos, organização, receber o pregador, etc).

d) Interceder constantemente pelo Grupo de Oração do qual faz parte.

e) Preparar as reuniões do Grupo de Oração, distribuindo os serviços e responsabilidades, escolhendo em oração um tema para a pregação/formação e rezando por aqueles que desempenharão alguma função.

f) Chegar com antecedência ao local do GO, para receber os irmãos, o pregador, o formador, ofertar o local a Jesus, etc.

O perfil ideal do participante do núcleo inclui:
· Constância nas reuniões de oração;
· Frutos de conversão;
· Responsabilidade;
· Maturidade humana e espiritual;
· Carisma de liderança;
· Senso eclesial;
· Relativa aceitação comunitária, entre outras características.

Nem sempre a pessoa que “reza mais” ou aquela mais “espiritual” é a mais indicada para fazer parte do núcleo. No geral, o coordenador deve escolher seus auxiliares em oração e com bastante cautela e discernimento, solicitando inclusive o apoio espiritual do Ministério de Intercessão e confirmação da Coordenação do Grupo de Coordenadores, bem como, do Coordenador Geral da Comunidade.
Geralmente as pessoas precisam de algum tempo de caminhada do Grupo de Oração, antes de fazerem parte do núcleo de serviço. As pessoas menos indicadas para pertencerem ao núcleo de serviço são: as que têm algum desequilibro emocional/psiquíquico ou carências afetivas muito fortes; as que se relacionam mal ou perturbam a paz; pessoas autoritárias, imaturas no uso dos carismas ou que tenham restrições à doutrina da Igreja. Também é preciso tomar cuidado com aqueles que utilizam o núcleo para tentarem solucionar problemas pessoais ou para se auto-afirmarem.

2.4 – A REUNIÃO DO NÚCLEO DE SERVIÇO DO GO:
É o momento da experiência de Pentecostes. Na reunião cada participante vai ficar motivado e vai motivar os participantes do seu GO. Deve haver um transbordamento de graça do batismo no Espírito Santo. Então, a experiência é a motivação de todo o GO.
O Núcleo de Serviço deve-se reunir semanalmente, com dia, local e horários pré-estabelecidos, para melhor exercer seu apostolado.

3 – QUAL A FINALIDADE DO GO:
Para louvar ao Senhor;
Para proporcionar experiência do Batismo no Espírito Santo aos participantes;
Para reevangelizar os batizados;
Para construir uma comunidade cristã.

4 – QUAIS AS CARACTERISTICAS DO GO:
Centralizada na pessoa de Jesus ressuscitado;
Carismática;
Fraterna e alegre;
Espontânea e expressiva;
Ordenada.

5 – E O ENSINO DO GO:
Ao analisarmos as inúmeras experiências da RCC nesses 40 anos, podemos dizer que o ensino apropriado para um GO de Perseverança, deve ser voltado para a catequese, ou seja, a formação.
Vejamos a distinção entre querigma e catequese.

q Querigma – é o primeiro anúncio, é um falar de Cristo e de seu amor por nós. É uma pregação. Ex. Amor de Deus, Salvação, etc.

q Catequese – é o que vem depois do anúncio, é o fazer entendermos porque Cristo deu a vida por nós. É uma formação. É o conhecer o corpo de Cristo que é a sua Igreja, na sua Sagrada Tradição, Sagrada Doutrina, Sagrada Escritura.

Contudo, não podemos nos deter a prerrogativa de que o GO de Perseverança não se deve ter pregação (querigma) e sim, apenas formação (catequese, ensino), o “Espírito sopra aonde quer” (Jo 3, 8).
Ressaltamos que, os Grupos de Oração, devem inserir com mais freqüência em seus conteúdos de ensino formações/pregações temas voltados à Liturgia da Igreja, afinal de contas, como movimento da Igreja temos os mesmos direitos de todos os outros, porém, a nós é atribuído também os mesmos deveres.

6 – E AS OVELHAS DO GO?
É por conta delas que o Senhor demonstra tamanha preocupação com seus Coordenadores, para que no Espírito Santo consigam apascentá-las.
Não é absurdo dizer que, as ovelhas no GO tem importância igual ou superior aos seus Coordenadores, pois é nelas, em suas dificuldades e pequenez que conseguimos nos encontrar com o Cristo, noutras palavras, as ovelhas são sinais de santificação e purificação para nós; muitas vezes, quando imaginamos estar fazendo muito pela Comunidade, pelos irmãos, na verdade, antes estamos fazendo por nós mesmos.
Por isso Jesus, antes de subir ao céu, pergunta a Pedro por pelo menos três vezes se ele O Ama, porque só a quem deixa-se apaixonar verdadeiramente por Jesus, pode conduzir seus escolhidos ao céu (Jo 21, 15ss).
Daí tiramos uma conclusão muito útil ao ministério de pastoreio, as ovelhas não pertencem a nós, apenas Cristo tem nos confiado e um dia nos cobrará por cada uma delas. O coordenador que não dialoga com o Senhor do rebanho, não pode saber o que Ele quer que seja feito, antes atrapalha Seus planos.

7 – O QUE É GRUPO DE PARTILHA E A SUA FINALIDADE
Levar os fieis a se abrirem para a vida fraterna que viviam os primeiros cristãos.
O Grupo de Partilha é uma maneira de dizer a Deus: “Senhor, queremos partilhar as nossas vidas, nossos sentimentos, nossos bens como nossos irmãos. Sabemos, no entanto, que a partilha fraterna e sincera é uma graça de Deus. Portanto, nos dividimos em grupos de partilha como um sinal para Ti, para que derrame sobre nós esta graça de caridade, partilha fraterna, a fim de que sejamos um só coração e uma só alma, e nos amemos uns aos outros como Tu nos ordenastes que amássemos.
Fundamento bíblico (Mc 6, 30-44)

8 – PARA REFLEXÃO:
Segundo Steve Smith (1997), teoricamente há três formas de se relacionar com os outros, como seja:

Agressivamente
- A pessoa expressa suas opiniões como se fossem fatos consumados (dono da verdade);
- Utiliza-se de perguntas para jogar indiretas em outras pessoas;
- Procura culpa primeiramente nos outros.

Não Assertivamente
- Fala por só por falar, sem ter nada a expressar na verdade;
- Usa excessivamente palavras vagas como “talvez”, “pode ser”, “não sei”;
- Esta sempre criticando a si mesma.

Assertiva
- Faz afirmações claras, breves e diretas;
- Sabe perceber a diferença entre um fato e uma opinião, seja sua ou de outra pessoa;
- Faz criticas com intenção de aperfeiçoamento da idéia em questão, evitando pôr culpa em alguém.

Vicente de Paulo dos Santos

Fontes de Pesquisa:
Bíblia Ave Maria
Ensino para Grupos de Oração-1ª fase-Shalom
Formação de Líderes-Prado Flores
Socorro Sou um Coordenador-João Valter-RCC
Apostila 3-Grupos de Oração-EPA